Alentejo – Regeneração do Montado feita por uma equipa de parceiros
O projecto “Montado Living Lab”, um laboratório vivo para a regeneração do montado criado em 2024, é uma iniciativa do Laboratório Associado CHANGE, coordenado por Teresa Pinto Correia, investigadora do MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Évora.A saúde do solo é um dos temas centrais desta rede formada …
O projecto “Montado Living Lab”, um laboratório vivo para a regeneração do montado criado em 2024, é uma iniciativa do Laboratório Associado CHANGE, coordenado por Teresa Pinto Correia, investigadora do MED – Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Évora.
A saúde do solo é um dos temas centrais desta rede formada por 40 entidades parceiras, assim como a gestão sustentável do montado, um sistema agro-silvo-pastoril de “elevado valor natural”.
A rede colaborativa junta técnicos, proprietários e gestores de montado, investigadores, empresas e associações dos sectores agrícola, florestal e de desenvolvimento local, com um objectivo comum: a preservação e a gestão sustentável do montado.

Para esse propósito ser concretizado, haverá um acompanhamento experimental inserido no projecto Montado Living Lab, “que correspondem a explorações com actividade económica activa”, refere a nota de imprensa sobre o assunto.
Uma das vantagens é a proximidade com os produtores e a recolha de informação em contexto real, em contacto com os desafios ambientais e socioeconómicos nos diferentes contextos.
“Se conseguirmos ter melhores solos, seguramente teremos melhores montados”, afirma Teresa Pinto Correia. A nota destaca que a par da regeneração do solo, “é preciso disseminar as melhores técnicas e soluções para a preservação do coberto vegetal e das pastagens conservando a água e a biodiversidade”.
A investigadora mostra a sua visão do ponto de vista dos produtores. “Os produtores têm muita consciência de que os solos são frágeis e estão muito degradados no Alentejo e, portanto, precisamos de olhar com mais atenção para o solo. Entender melhor os processos, o que é que ajuda o solo a regenerar”, explica.
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