Alentejo lidera comportamentos de endividamento por influência digital
O estudo ECPR – European Consumer Payment Report revela que 14% dos inquiridos afirmam que a pressão causada por influenciadores os levou a contrair dívidas, assumindo créditos ou despesas acima do que poderiam suportar para manter um determinado estilo de vida. Entre a geração mais jovem, este comportamento é ainda mais prevalente, com cerca de 19% a endividar-se para acompanhar influenciadores, refletindo maior vulnerabilidade deste grupo às tendências das redes sociais.
A Intrum divulgou recentemente novos dados que evidenciam a forte ligação entre dificuldades financeiras e saúde mental em Portugal. A incerteza económica, os comportamentos de consumo impulsivo e a pressão das redes sociais estão a contribuir para níveis elevados de ansiedade e stress emocional entre os consumidores portugueses, com diferenças marcadas entre géneros e gerações.
O estudo ECPR – European Consumer Payment Report, realizado pela Intrum, revela que 14% dos inquiridos afirmam que a pressão causada por influenciadores os levou a contrair dívidas, assumindo créditos ou despesas acima do que poderiam suportar para manter um determinado estilo de vida. Entre a geração mais jovem, este comportamento é ainda mais prevalente, com cerca de 19% da Geração Z a endividar-se para acompanhar influenciadores, refletindo maior vulnerabilidade deste grupo às tendências das redes sociais.
Mas é no Alentejo que a situação é mais alarmante, com 56% do total dos inquiridos a responderem que já se endividaram para poderem seguir os estilos de vida que seguem online.
A influência das redes sociais emerge como um fator importante de pressão financeira e desgaste emocional, sobretudo entre os mais jovens. Segundo a Intrum, 76% dos portugueses concordam que as redes sociais criam expectativas financeiras irreais, ou seja, padrões de vida aparentemente perfeitos que não refletem a realidade da maioria das pessoas. Essa comparação constante com padrões elevados tem consequências preocupantes: muitos consumidores sentem necessidade de acompanhar os estilos de vida que veem online, mesmo que isso pressione as suas finanças.
As implicações a nível de saúde mental são igualmente preocupantes. Quase um quarto dos consumidores portugueses (24%) reconhece que a pressão para viver à altura do que vê nas redes sociais teve impacto negativo na sua saúde mental, causando sentimentos de inadequação ou ansiedade. Esta percentagem dispara nas gerações mais novas: quase metade (46%) da geração Z reporta uma deterioração da saúde mental devido à pressão social online.
Já a nível regional, é novamente no Alentejo que se sente maior pressão, com 60% dos inquiridos a responderem que são afetados mentalmente pelo que veem nas redes sociais.
Os dados expostos indicam que muitos consumidores recorrem ao consumo como válvula de escape para o stress. Por exemplo, 25% dos portugueses admite gastar dinheiro para se sentir melhor quando se sente stressado, ansioso ou aborrecido.
O estudo salienta ainda que um em cada três portugueses (34%) admite fazer compras por impulso motivadas por publicidade nas redes sociais, geralmente para aliviar tensões ou ansiedade, embora este valor tenha diminuído em comparação com o ano anterior (era 40% em 2024).
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