APSI e GNR alertam – 55 crianças e jovens morreram afogados nos últimos quatro anos
No sentido de reforçar a consciencialização da sociedade para a problemática do afogamento de crianças e jovens, de forma mais directa e abrangente, a APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil lançou uma nova campanha de prevenção em parceria com a Guarda Nacional Republicana. Os militares da GNR encontram-se no terreno desde o …
No sentido de reforçar a consciencialização da sociedade para a problemática do afogamento de crianças e jovens, de forma mais directa e abrangente, a APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil lançou uma nova campanha de prevenção em parceria com a Guarda Nacional Republicana. Os militares da GNR encontram-se no terreno desde o dia 16 de junho e até 30 de setembro, à semelhança dos últimos anos, empenhados na sensibilização das famílias, residentes ou não, para a adopção de medidas de prevenção, de forma a que todos tenham um verão e umas férias em segurança.
Hoje, como antes, a finalidade máxima da Campanha é a “sensibilização das famílias para a forma como o afogamento infantil ocorre, de forma rápida, silenciosa e em pouca água, e relembrar as medidas de segurança a respeitar junto da água, nomeadamente, nas piscinas e tanques, praias, rios, barragens e qualquer ambiente com água, independentemente da quantidade desta”, como avançou à Planície Rosa Afonso da APSI.
Tendo em consideração a análise dos últimos números dos casos de Afogamentos de Crianças e Jovens em Portugal, cujo relatório pode ser consultado no link Afogamentos_em_criancas_e_jovens_2005_a_2024_Principais_resultado_julho2025.pdf este ano acompanhado de uma infografia, a APSI considera e espera que os mesmos ajudem na compreensão e percepção desta problemática, no que respeita a este tipo de acidentes no nosso país.

Na década passada, o valor médio do número de mortes situava-se abaixo das dezenas, na maioria dos anos (8,9/ano), sendo que, na década actual, estes números estão a revelar-se “absolutamente devastadores”. A média anual ascendeu aos 14 mortos e também as chamadas para o 112 (incluindo acidentes de mergulho) não têm parado de aumentar.
Nos últimos quatro anos, para os quais existem dados disponíveis, 55 crianças e jovens morreram por afogamento (14 em 2020, 12 em 2021, 19 em 2022 e 10 em 2023, de acordo com dados do INE): 19 crianças até aos 4 anos, 4 crianças entre os 5 e os 9 anos, 8 adolescentes entre os 10 e os 14 anos e 24 jovens entre os 15 e os 19 anos.
Há 23 anos que a APSI desenvolve a Campanha de Prevenção de Afogamentos de Crianças e Jovens em Portugal, sendo que, há quatro edições, conta com a parceria da Guarda Nacional Republicana (GNR) neste esforço que se continua a afigurar “muito relevante e actual”.
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