Associação das Mulheres Agricultoras celebra 25 anos – “Visão de futuro assente na igualdade e inovação”
Valorizar as mulheres que trabalham no mundo rural e agrícola português, é um trabalho que tem vindo a ser realizado pela Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas (MARP), que este ano celebra o 25º aniversário, assinalando um quarto de século em prol da defesa dos direitos de quem exerce a atividade no feminino. A …
Valorizar as mulheres que trabalham no mundo rural e agrícola português, é um trabalho que tem vindo a ser realizado pela Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas (MARP), que este ano celebra o 25º aniversário, assinalando um quarto de século em prol da defesa dos direitos de quem exerce a atividade no feminino. A data coincide com a eleição dos novos órgãos sociais (16 de novembro, em Coimbra) e que marca o início de um novo ciclo de ação e compromisso com o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais. A Planície falou com Berta Santos, presidente da MARP.
Desde a sua fundação a 25 de janeiro de 2000, a MARP tem desempenhado um papel essencial na defesa dos direitos das mulheres agricultoras, na promoção da igualdade de género e na valorização do trabalho agrícola e familiar. Tem denunciado as desigualdades que persistem no campo e reivindicado políticas públicas que promovam a justiça social e a dignidade de quem trabalha a terra.
A associação olha para a data como o “afirmar o futuro”, neste que é um espaço de união e partilha “com uma visão de futuro assente na igualdade e inovação”, avançam em comunicado.
A MARP recorda que “são as mulheres que todos os dias garantem o pão na mesa, enfrentando condições de trabalho duras, preços à produção baixos e custos de produção cada vez mais elevados — desde o acesso à terra, ao aumento dos combustíveis, rações e fertilizantes”. Em muitas situações, dizem, “ainda se paga para trabalhar. E são as mulheres que, de forma expressiva, seguram o setor e as famílias camponesas”.
O Recenseamento Agrícola de 2019 mostra que as mulheres representam 33% dos produtores singulares, sobretudo nas regiões do Norte, Centro e Madeira, onde predomina o minifúndio. No entanto, “muitas agricultoras continuam sem acesso a uma reforma justa e vivem a desigualdade entre a lei e a realidade”.
A Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas defende a criação de um regime especial de Segurança Social no âmbito do Estatuto da Agricultura Familiar, que reconheça as especificidades do trabalho agrícola feminino e garanta proteção social adequada. “Não aceitamos que o interior continue esquecido. Falta transporte, saúde, escolas, cultura. Queremos viver no campo com dignidade e igualdade”.
A associação vê esta celebração global como uma oportunidade de reconhecimento e mobilização, reforçando o papel das mulheres rurais na produção alimentar, na sustentabilidade e na coesão territorial.
“Queremos que 2026 seja um marco de afirmação das mulheres rurais portuguesas — um ano em que o país reconheça, finalmente, que sem elas não há soberania alimentar, nem futuro para o mundo rural”, refere a MARP.
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