A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), apoiou 1 550 idosos, vítimas de violência doméstica entre janeiro e agosto deste ano, o que correspondeu a 2 861 crimes de acordo com nota da instituição. Mais de metade eram novas vítimas (53,9%), enquanto 46,1% já se encontravam em acompanhamento desde anos anteriores. A maioria das …

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), apoiou 1 550 idosos, vítimas de violência doméstica entre janeiro e agosto deste ano, o que correspondeu a 2 861 crimes de acordo com nota da instituição. Mais de metade eram novas vítimas (53,9%), enquanto 46,1% já se encontravam em acompanhamento desde anos anteriores.

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A maioria das vítimas é mulher (75%) e de nacionalidade portuguesa (90,7%). As faixas etárias mais representadas situam-se entre os 65 e os 74 anos, com maior incidência nos grupos dos 65-69 anos (434 pessoas) e 70-74 anos (350 pessoas).
A violência doméstica representa 81% dos casos, seguida de crimes como ameaça/coação, burla e ofensas à integridade física. Em média, cada vítima foi alvo de dois crimes em simultâneo. Quanto ao perfil das pessoas agressoras, 57,8% são homens e 25,3% mulheres, sendo que em 33,5% das situações os agressores são filhos ou filhas das vítimas. A violência ocorre maioritariamente na residência comum (53,9%) ou na casa da vítima (28,1%).

Estes números refletem a gravidade de um fenómeno que atinge pessoas idosas em todo o país: entre janeiro e agosto, a APAV apoiou vítimas em 175 dos 308 municípios portugueses.
A APAV lança também uma nova campanha nacional de sensibilização, que pretende alertar para as várias formas de violência contra pessoas idosas e reforçar a cultura de respeito, proteção e solidariedade intergeracional.