Álvaro Azedo, candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Moura, voltou a ser reeleito e segue para o 3º e último mandato por mais quatro anos à presidência da autarquia de Moura. Sem maioria absoluta, conseguiu 39,75% dos votos o que resultou em 2872 votos. Mantém os mesmos três vereadores que detinha no mandado …

Álvaro Azedo, candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal de Moura, voltou a ser reeleito e segue para o 3º e último mandato por mais quatro anos à presidência da autarquia de Moura. Sem maioria absoluta, conseguiu 39,75% dos votos o que resultou em 2872 votos. Mantém os mesmos três vereadores que detinha no mandado anterior. O número 2 da lista, José Banha, segue a continuidade do mandato e o número 3, será agora Teresa Infante.

Álvaro Azedo começa por felicitar os adversários na corrida à câmara e reforça que mais do que a eleição para este 3º mandato, considera relevante o “trabalho extraordinário feito nas freguesias e na Assembleia Municipal”. Disse ser apenas um elemento entre “as muitas pessoas da equipa do PS que ao longo destes anos têm trabalhado em prol do concelho de Moura”. Sublinhou estar “muito feliz” por continuar a liderar os destinos da autarquia e enalteceu a dedicação dos candidatos às freguesias do concelho de Moura.
E, se em 2021, foram 94 os votos que separaram vencedor e vencido, em 2025 são 53 os votos de diferença entre o PS e a Coligação Democrática Unitária. A CDU foi, tal como há quatro anos, a segunda força política mais votada em Moura com uma percentagem de 39,02% e 2819 votos. Elege igualmente os mesmos três vereadores tal como nas últimas autárquicas. Helena Pais é o número 2 da lista e Luís Rico o número 3.

André Linhas Roxas assumiu a derrota e disse em entrevista à Rádio Planície estar de “consciência tranquila, apresentámos um projeto de fato positivo, conseguimos reunir a vontade popular, com grandes equipas. Não temos problema em aceitar os resultados democráticos, aquilo que é a vontade do povo e vamos exercer os 3 mandatos que o povo nos deu. Demos o nosso melhor para tentar esclarecer as pessoas”.

O partido Chega ficou em terceiro lugar e alcançou uma percentagem de 10,78% e 779 votos. Elege um vereador, o candidato Rui Rodrigues.
“Estou muito satisfeito por ter sido eleito vereador, preferia ter sido eleito presidente, mas não fui. Agradeço a toda a gente que votou em mim. Não lutei contra três ou quatro partidos institucionalizados, lutei com o PS coligado com ciganos, lutei com o PCP coligado com ciganos, lutei com um PSD que parecia que ia concorrer à assembleia de uma escola e lutei muito, que foi o que fez com que tivesse pior resultado, com as próprias pessoas da lista (Chega), uma lista fraquíssima”.

Já a coligação “Acreditar na Mudança” que representa o PSD CDS/PP não foi além dos 7,88% e 569 votos na Câmara Municipal de Moura.
“A nossa perspetiva era superior àquela que tivemos para a eleição de um vereador que não conseguimos. No entanto, conseguimos voltar a ter representatividade na Assembleia Municipal que era um dos nossos objetivos. Outro objetivo que não foi atingido foi a vitória na Póvoa de São Miguel e voltámos a ter representatividade também na União de Freguesias de Moura e Santo Amador. Vamos trabalhar para dentro de quatro anos estarmos cá com mais força e representatividade”.

Na contagem dos votos em branco os números demonstram uma percentagem de 1,44% o que se reflete em 104 votos, nos nulos 1,13% referentes a 82 votos.
Num universo de 11783 inscritos, 61,32% resultou em 7225 votantes.
Em Moura, a taxa de abstenção foi de 38,68%.