Quem se abstêm em Portugal e porquê? O novo estudo da Fundação Manuel Francisco dos Santos é a mais extensa análise já feita (até à data) sobre as causas e as consequências da abstenção eleitoral em Portugal, cobrindo todo o período democrático e os vários tipos de eleições.Na pesquisa, os autores recomendam estimular o dever …

Quem se abstêm em Portugal e porquê? O novo estudo da Fundação Manuel Francisco dos Santos é a mais extensa análise já feita (até à data) sobre as causas e as consequências da abstenção eleitoral em Portugal, cobrindo todo o período democrático e os vários tipos de eleições.
Na pesquisa, os autores recomendam estimular o dever cívico nas escolas, logo a partir o 1º ciclo, e expandir o voto em mobilidade para aumentar a participação eleitoral, mas deixam de fora o voto obrigatório e o voto online.

A análise regista um “declínio significativo na participação eleitoral ao longo das últimas décadas”. Mas qual é a dimensão da abstenção? O que leva tantos eleitores a decidir não votar e quais são as consequências de não escolherem os seus representantes? Há diferenças entre as posições políticas de quem vota e de quem se abstém? E que estratégias podemos implementar para estimular a participação eleitoral? são estas as principais questões levantadas.
O estudo, da autoria de José Santana Pereira e João Cancela, responde a estas questões com base num inquérito a 2405 eleitores, 6 focus groups com abstencionistas/votantes intermitentes e três encontros com representantes políticos a nível local, nacional e europeu.

Esta investigação revela que em eleições legislativas, presidenciais e europeias, a participação eleitoral é mais elevada nas zonas urbanas, enquanto nas autárquicas os eleitores das zonas rurais e híbridas tendem a votar mais.
Sabe-se ainda que a abstenção “não é um comportamento aleatório nem uniforme”. Os autores destacam que características sociodemográficas, como a idade, o nível de escolaridade e de rendimentos, factores atitudinais (relativos a atitude), como o sentimento de dever cívico ou o interesse pela política, e barreiras práticas, como a distância do local de voto, influenciam a decisão de não votar.
Pode consultar o estudo completo no link https://ffms.pt/pt-pt/estudos/estudos/abstencao-eleitoral-em-portugal-mecanismos-impactos-e-solucoes