Autárquicas 2025 – O balanço autárquico do PS, CDU, PSD e Chega no distrito de Beja
O desfecho das Eleições Autárquicas 2025 no Baixo Alentejo e em todas as outras regiões do país, resultou da vontade expressa das comunidades que se manifestaram através do voto no dia 12 de outubro.As quatro forças políticas com maior representação na região como o Partido Socialista (PS), a Coligação Democrática Unitária (CDU), o Partido Social …
O desfecho das Eleições Autárquicas 2025 no Baixo Alentejo e em todas as outras regiões do país, resultou da vontade expressa das comunidades que se manifestaram através do voto no dia 12 de outubro.
As quatro forças políticas com maior representação na região como o Partido Socialista (PS), a Coligação Democrática Unitária (CDU), o Partido Social Democrata (PSD) e o partido Chega (CH) exprimiram-se sobre o resultado do poder local.
No distrito de Beja estavam inscritos 119.419 eleitores e votaram 79.158 pessoas, sendo esta a percentagem mais elevada de participação da região Alentejo.

Em nota de imprensa, a Federação do Partido Socialista do Baixo Alentejo manifestou-se pelo “regozijo pela elevada afluência de eleitores às urnas no distrito de Beja, que foi de 66,29%, acima do todo nacional, que ficou em 59,26%”.
De acordo com os dados publicados, a nota dá conta de que o Partido Socialista “mantém-se a força política maioritária no distrito, tendo obtido 32.181 votos, o que representa 40,65% da votação global, 10.398 votos acima do 2º partido mais votado”.
“Estes números representam a vitória do PS em 9 dos 14 concelhos, nas câmaras e assembleia municipais, tendo reduzido 1 autarquia em relação aos resultados autárquicos de 2021, onde venceu em 10 concelhos”.
Neste ato eleitoral o Partido Socialista perdeu nos concelhos de Aljustrel, Almodôvar e Beja, mas recuperou o concelho da Vidigueira, e venceu em Serpa pela primeira vez, “uma vitória histórica, dado que a autarquia de Serpa pertenceu sempre à mesma força política desde as primeiras eleições democráticas e manteve o mesmo número de autarcas eleitos nas câmaras municipais que havia tido em 2021, que foi de 41”.
Nas Assembleias de Freguesia, o PS demonstra que foi “maioritário” ao ascender no número de freguesias ganhas. “Tinha 47 em 2021 e subiu para 49 em 2025, subindo igualmente no número de eleitos, passando de 313 em 2021 para 339 em 2025”.
A Federação do Partido Socialista do Baixo Alentejo acrescentou que concorreu sem coligações a todos os órgãos autárquicos e a 81 das 84 assembleias de freguesia.
O PS parabeniza todas as forças políticas participantes neste ato eleitoral e deseja “as máximas felicidades e votos de bom trabalho a todos os eleitos nas Autárquicas de 2025”.

Na análise aos resultados, o Executivo da Organização Regional de Beja do Partido Comunista Português (DORBE) começou por saudar em comunicado “os militantes do Partido e do PEV (Partido Ecologista 2Os Verdes”) forças que constituem a CDU e as centenas de independentes” que se empenharam no ato eleitoral com “dedicação e entusiasmo, sendo portadores de um projeto de melhoria das condições de vida nas localidades”.
A DORBE elogiou a forma como decorreu a campanha e as “centenas de contactos efetuados, o trabalho de proximidade realizado” e que independentemente dos resultados, consideram que “são sementes que ficam para o trabalho que é necessário prosseguir para defender os interesses das populações e lutar pelo desenvolvimento e bem-estar”.
Referiram, no entanto, que o resultado eleitoral obtido “ficou muito aquém das expetativas e do reconhecimento que é devido aos eleitos e candidatos da CDU, com a conquista das câmaras municipais de Aljustrel, Barrancos e Cuba, e a disputa muito próxima em Ferreira do Alentejo e Moura, bem como a conquista de maiorias em 27 Juntas de Freguesia, 72 eleitos em Assembleias Municipais, 25 em Câmaras Municipais, e 218 em Assembleias de Freguesia”.
Reafirmaram a importância da CDU no Poder Local com a promessa de continuidade “em cada Município e em cada Freguesia” e no “combate em defesa das populações”, bem como no “trabalho político indispensável para reforçar e recuperar posições da CDU”.
O Executivo da DORBE do PCP sublinhou ainda “que os valores do projeto autárquico da CDU e as caraterísticas de trabalho, honestidade e competência dos seus candidatos, estará presente no próximo mandato”, na construção de “um futuro melhor nas autarquias onde estão em maioria”, na luta por “uma rutura com a política de direita e por uma região mais desenvolvida”.

Neste texto de análise das recentes eleições feito pelos intervenientes de cada partido, para Andreia Guerreiro, presidente da Distrital de Beja do Partido Social Democrata, o balanço “é extramente positivo”. “Podemos dizer que nós somos um testemunho vivo do que é a vitória e do renascimento do PSD no distrito de Beja. Conquistámos Beja, a capital de distrito, pela força das ideias, pelo mérito do trabalho de equipa e pela crença de que o nosso distrito não é um destino esquecido, mas é um território com muito potencial e com muito futuro”.
As atenções recaíram em primeiro lugar sobre Nuno Palma Ferro e a coligação PSD/CDS e IL que “conseguiram acabar com 50 anos de hegemonia do PS e da CDU, portanto conquistámos uma capital de distrito que nunca tinha sido nossa. Para além disso, em Almodôvar, regressámos ao poder 12 anos depois com um projeto que vinha sendo construído, de proximidade, coerente e que foi amadurecendo e que estava profundamente enraizado na comunidade. Elegemos o José Tadeu Freitas na Câmara Municipal e mais três juntas de freguesia e a Assembleia Municipal”.
Em Odemira, continuou Andreia Guerreiro, “também elegemos uma vereadora Social Democrata, a Ana Isabel Cortes, aumentámos os eleitos na Assembleia Municipal e nas Assembleias de Freguesia”.
As “conquistas” como admitiu, são “o resultado de um esforço exemplar de uma equipa que nunca desistiu de levar a nossa mensagem àquele que é o maior concelho do país”, onde considera que houve essencialmente “uma recuperação da confiança das pessoas”.
Cuba e Mértola, municípios onde o PSD teve expressão com eleitos em Assembleias Municipais e mandatos, assim como a Vidigueira, também mereceram atenção da parte da presidente da Distrital de Beja do PSD.
“O PSD voltou a ter uma voz e uma presença ativa em toda a distrital. Nada disto teria sido possível sem o trabalho estruturado, metódico e persistente que foi conduzido por toda a equipa que foi organizada por toda a Comissão Política Distrital de Beja, numa articulação muito estreita com o deputado Gonçalo Valente que foi o nosso coordenador autárquico. Tenho de afirmá-lo também com fantásticas equipas concelhias que deram muito de si”, constatou Andreia Guerreiro.

Numa outra perspetiva, a do CHEGA, as Autárquicas 2025 que decorreram recentemente “vieram confirmar o fortalecimento do CHEGA como força política incontornável no panorama distrital de Beja, depois de nas Legislativas de maio, o Partido ter conquistado o estatuto histórico de ser o mais votado no distrito, com 27,73% dos votos e a eleição de um deputado. O desafio das Autárquicas revelou uma nova realidade, em que o crescimento sustentado do partido é inegável, mas a transposição desse capital político nacional para o poder local ainda exige consolidação e maturação estrutural”, declarações expostas na nota de imprensa enviada por Mário Cavaco da Comissão Política Distrital de Beja do CH.
Na opinião do presidente da distrital de Beja do CH, o partido conseguiu “um conjunto de resultados relevantes, elegendo autarcas em diversos concelhos, reforçando o seu peso político e assegurando presença activa nas Assembleias Municipais e de Freguesia, conquista esta que marca uma viragem no mapa político do Distrito de Beja, historicamente dominado pela esquerda”.
No entanto, enfatizou “que os objetivos definidos ficaram aquém do esperado em algumas autarquias, resultado de dinâmicas locais distintas das legislativas e da força de estruturas partidárias tradicionais que ainda se fazem sentir a nível municipal”.
“A análise política destes resultados indica que o futuro do CHEGA no Distrito de Beja dependerá da consolidação de estruturas autárquicas robustas, de um trabalho contínuo de proximidade com as populações e de candidaturas ancoradas em figuras locais de forte reconhecimento”.
Importa agora para o partido de direita radical conseguir “transformar o entusiasmo nacional em raízes locais sólidas, com programas autárquicos claros, centrados em problemas concretos como o emprego, as infraestruturas, a habitação, a água e os serviços públicos”. “O desafio para 2029 será transformar o voto de confiança em poder executivo, convertendo o apoio popular em governação local estável e eficaz”, reforçou a Comissão Política Distrital de Beja do CH.
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