A cidade de Évora acolhe hoje, 19 de setembro, o evento nacional dedicado à aviação sustentável, que assinala a assinatura do Memorando de Cooperação entre Portugal e a Clean Aviation Joint Undertaking (CAJU), uma parceria enquadrada no Programa de Investigação & Inovação Horizonte Europa. Promovido pela Agência Nacional de Inovação (ANI) e pela Autoridade Nacional …

A cidade de Évora acolhe hoje, 19 de setembro, o evento nacional dedicado à aviação sustentável, que assinala a assinatura do Memorando de Cooperação entre Portugal e a Clean Aviation Joint Undertaking (CAJU), uma parceria enquadrada no Programa de Investigação & Inovação Horizonte Europa.

Promovido pela Agência Nacional de Inovação (ANI) e pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), em colaboração com a Clean Aviation Joint Undertaking, o evento reunirá decisores políticos, representantes de instituições europeias, clusters tecnológicos e empresas do sector, reforçando o papel de Portugal no esforço colectivo para uma aviação mais limpa e competitiva, em linha com o Pacto Ecológico Europeu.

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O memorando estabelece um roteiro tecnológico conjunto, desenvolvido com os actores do ecossistema — nomeadamente o Cluster AED —, com foco na identificação de áreas estratégicas de investigação e inovação. Prevê a mobilização de até 15 milhões de euros até 2027, destinados a apoiar projectos nacionais orientados para a descarbonização da aviação e para o reforço da cadeia de valor nacional.

Um exemplo da capacidade instalada neste sector é a Aernnova, cujas instalações em Évora serão neste dia visitadas, sublinhando o papel estratégico da região no desenvolvimento da indústria aeronáutica em Portugal.

Para o presidente da ANI, António Grilo, “este memorando representa um passo decisivo na consolidação da ligação entre ciência, inovação e os grandes desafios da transição climática”.

A presidente do Conselho de Administração da ANAC, Ana Vieira da Mata, considera também que “o roteiro tecnológico conjunto apresentado define o objectivo estratégico da nossa cooperação: acelerar a demonstração de tecnologias e conceitos de aeronaves de baixas emissões, de forma que estas inovações possam ser integradas em aeronaves existentes e de nova geração a partir de 2035”.

Por seu lado, o Director Executivo da Clean Aviation Joint Undertaking, Axel Krein, acentua que “a nossa parceria estratégica com Portugal desempenha um papel crucial no esforço para desenvolver tecnologias disruptivas de aviação de baixas emissões, com entrada em operação em novas aeronaves a partir de 2035”. Reforçou que “o objectivo é claro: juntar as melhores mentes da Europa, combinar recursos e inovar para tornar a aeronáutica sustentável uma realidade. Estou ansioso por ver os resultados.”