Combate a Incêndios - Viatura de Moura já a operar, as de Beja, Castro Verde e Barrancos paradas
O Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios (VLCI) da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Moura vai começar a operar em breve, depois de ter estado parado cerca de dois meses.
Os processos administrativos já foram resolvidos, segundo informação recolhida pela Planície. A corporação foi contactada recentemente pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) de Setúbal para verificar os procedimentos que ficaram desde logo, regularizados.
No distrito de Beja, menos sorte têm outras três corporações de bombeiros. Em Barrancos e Castro Verde estão parados dois Veículos Florestais de Combate a Incêndios (VFCI) e em Beja, um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios ((VLCI).
Na sequência do alerta do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) para constrangimentos burocráticos que impedem corporações do interior, nomeadamente no distrito em questão, de terem viaturas operacionais durante este período crítico de incêndios, foi necessário agir. O partido exige uma "via verde, uma prioridade" para ultrapassar estas dificuldades, considerando inadmissível que, num momento de previsões de calor intenso, as viaturas estejam paradas por falta de certificação, lamentou o deputado Pedro do Carmo.
O PS contactou o Ministro da Administração Interna, Luís Neves, que inicialmente respondeu que a situação estaria ultrapassada, mas "passaram duas semanas e não houve evolução", contou o responsável do PS eleito pelo Baixo Alentejo.
O Partido Socialista exige ainda que se esclareça "qual é o entrave específico que existe e dar-se uma solução rápida", referindo que é paradoxal viaturas estarem prontas para atuar e, simultaneamente, inoperacionais.
Uma palavra a dizer tem certamente o presidente da Federação dos Bombeiros do distrito de Beja, Domingos Fabela. Lamenta que a situação se arraste há muito tempo, com vários obstáculos na obtenção das devidas licenças e inspeções, o que impede que os veículos, incluindo carros de comando e de combate a incêndios, sejam postos ao serviço.
Segundo o presidente, "é uma burocracia que não se justifica de forma alguma" e afeta também ambulâncias de socorro e transporte de doentes. Refere que as associações de bombeiros têm viaturas antigas, de 20 a 40 anos, e a impossibilidade de usar os veículos novos contribui negativamente para a eficácia da resposta.
Apesar das démarches (procedimentos) junto de instituições e da Direção Nacional de Bombeiros, a resolução do problema ainda não ocorreu na totalidade, mantendo-se igual há que foi denunciada há cerca de um mês.
O dirigente afirma que, embora não ponha em causa a atuação das corporações, esta situação "contribui negativamente" para uma resposta rápida e eficaz, sobretudo no arranque do dispositivo iniciado a 15 de maio.
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