“De 80 milhões para 20 milhões de euros” – Linha Casa Branca-Beja vê dotação financeira reduzida
Gonçalo Valente, deputado do Partido Social Democrata, não escondeu o desagrado relativamente à informação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) divulgada na semana passada, sobre a redução da dotação financeira ferroviária de modernização, requalificação e eletrificação da Linha do Alentejo, troço Casa Branca-Beja. A reunião juntou a Comissão Diretiva do Programa …
Gonçalo Valente, deputado do Partido Social Democrata, não escondeu o desagrado relativamente à informação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) divulgada na semana passada, sobre a redução da dotação financeira ferroviária de modernização, requalificação e eletrificação da Linha do Alentejo, troço Casa Branca-Beja. A reunião juntou a Comissão Diretiva do Programa Regional Alentejo 2030, a Infraestruturas de Portugal, IP (IP) e a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL).
Em nota de imprensa, o representante do PSD eleito pelo círculo de Beja afirma que a CCDR “de forma unilateral decidiu reduzir a dotação financeira no programa regional Alentejo 2030 prevista para o projeto de modernização da linha Casa Branca - Beja, que passou de 80 milhões de euros para 20 milhões, à qual o Governo é totalmente alheio”.
Situou na mesma nota que o “investimento total para esta empreitada é de cerca de 400 milhões de euros, cabendo ao programa regional Alentejo 2030, da responsabilidade da CCDR Alentejo, a comparticipação de 80 milhões de euros”, acrescendo uma dúvida: “É normal conjugar prazos de execução com os instrumentos financeiros. O que nos deve deixar preocupados é não sabermos se a CCDR terá capacidade de garantir uma alternativa consistente e se a sua decisão de retirar 60 milhões de euros ao projeto não porá em causa a sua execução”.
Gonçalo Valente deu a conhecer no comunicado que a empresa Infraestruturas de Portugal “não concordou” com a revisão por “considerar estratégica a modernização da Linha Casa Branca–Beja para a região e para o país” e que por essa razão não restará à CCDR Alentejo “se não, empenhar-se para garantir o avanço deste projeto, recorrendo a outros instrumentos financeiros e resolver o enorme problema que criou à nossa região”.
Sobre o assunto, Gonçalo Valente questiona a atuação da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo sobre a verba em questão. “Há uma pergunta que a CIMBAL deveria de colocar à entidade gestora e não colocou, a CCDR Alentejo, em vez de procurar responsabilidades junto de quem não as tem, o Governo: Para onde vão os 60 milhões de euros que nos foram retirados? Esta pergunta terá de ser respondida de forma cabal e sem subterfúgios”, adianta e continua: “A CIMBAL, maioritariamente socialista, deveria corar de vergonha ao afirmar que o Baixo Alentejo continua a contar pouco para quem tem a responsabilidade de nos governar, como se o Governo tivesse alguma coisa a ver com esta decisão da CCDR Alentejo eleita pelos socialistas alentejanos”.
“À total irrelevância social, económica e territorial foi aquilo que os últimos governos socialistas subjugaram o Baixo Alentejo, e que o atual Governo tem tratado de inverter, tomando logo nos primeiros tempos de mandato um conjunto de decisões há muito reivindicadas e que são decisivas para o futuro da região”, reafirma o representante do PSD eleito por Beja.
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