O encontro em Moura com o Secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, ocorrido na passada semana, juntou várias figuras relacionadas com a segurança a nível regional e nacional. O Diretor Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) em Portugal, Superintendente-Chefe, não escondeu a necessidade de efetivos na PSP em Moura e nas restantes esquadras do país e as medidas que devem ser adotadas para atrair os jovens à profissão de polícia.

“A tecnologia tem hoje em dia um trabalho muito importante de apoio às polícias, o protocolo que foi assinado em Moura é muito importante porque vai ajudar a que (a cidade) seja ainda mais segura, mas nada substitui os meios humanos, os homens e as mulheres que diariamente se dedicam à segurança”.

Luís Carrilho explicou que se encontra a decorrer o concurso de admissão ao Curso de Formação de Agentes (CFA) da PSP e que termina em maio e que já existe outro previsto arrancar em julho.

“Brevemente também vamos lançar com a autorização do Ministério da Administração Interna outro concurso porque também temos de ter uma renovação dos quadros da Polícia de Segurança Pública”, avançou e sublinhou que alguns requisitos dos concursos já foram mudados. “Aumentámos a idade e, hoje em dia, do ponto de vista mundial e europeu, há países que não têm limite de idade para (ingressar) na Polícia de Segurança Pública. Padronizámos também, para termos as mesmas condições de outras forças de segurança, a altura, mas mais importante do que isso é sensibilizar os jovens para o que oferece a Polícia de Segurança Pública. Uma carreira hoje em dia, do ponto de vista nacional, como internacional, muito atrativa”.

Dentro das funções na profissão, a escolha é diversificada, de acordo com o Superintendente-Chefe. “Os polícias podem escolher o patrulhamento, progredir na carreira com funções de comando, escolher as áreas de policiamento comunitário e a Escola Segura. Podem também ter funções de investigação criminal, de ordem pública, segurança pessoal, inativação de agentes explosivos e operações especiais. Para um jovem que ao longo da vida poderá mudar várias vezes de função específica, é muito importante. A polícia oferece uma carreira e estabilidade social”.

No mesmo encontro, o Diretor Nacional da PSP aproveitou a presença do Secretário de Estado da Administração Interna e do Presidente da Câmara de Moura, Álvaro Azedo, para referir que relativamente aos protocolos assinados e que dizem respeito à requalificação da esquadra de Moura e da instalação do Sistema de Videovigilância, todos ficam beneficiados.

“Ao estarmos a dar melhores condições de vida e melhores condições de trabalho aos nossos polícias, estamos a aumentar a atratividade policial. Peço aos órgãos de comunicação social nacional e regional que sensibilizem os jovens para que concorram à Polícia de Segurança Pública”.

Contudo, admitiu a carência de agentes em Moura. “A falta de efetivos é geral um pouco em todo o país. Como é natural, temos neste momento uma estratégia de aumento dos efetivos e quanto mais polícias tivermos a nível nacional, mais teremos em Moura com melhores condições para as comunidades”.

Luís Carrilho enfatizou que os sistemas de videovigilância ajudam as populações, mas nada se compara aos agentes. “Nada substitui o polícia que diariamente tem o contacto com as populações, quer seja nas escolas, com os mais idosos, na parte da prevenção e também da parte da repressão ao nível da ordem pública e também da investigação criminal. É isso que queremos, queremos ainda dar melhores condições de segurança a quem escolhe Moura e o Alentejo para viver”.