Ensino profissional contribui para redução da taxa de abandono escolar
O ensino profissional está a baixar as taxas de abandono escolar, a promover a inclusão social e a dinamizar o tecido empresarial português, uma análise da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) sobre os efeitos da expansão dos cursos profissionais em Portugal. O artigo aponta “caminhos para que o país acompanhe a crescente valorização europeia …
O ensino profissional está a baixar as taxas de abandono escolar, a promover a inclusão social e a dinamizar o tecido empresarial português, uma análise da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS) sobre os efeitos da expansão dos cursos profissionais em Portugal. O artigo aponta “caminhos para que o país acompanhe a crescente valorização europeia das competências técnicas características destes cursos”.
Os dados referem que no nosso país, 40% dos alunos que frequentam o ensino secundário estão no ensino profissional. Portugal está agora mais perto da média da União Europeia que ronda os 50%.
A FFMS aponta que as principais “motivações” para a aposta no ensino e formação dos profissionais a partir de 2006, foram e são a necessidade de diversificar a oferta educativa, a extensão da escolaridade obrigatória e o apoio financeiro do Fundo Social Europeu.
O parecer da Fundação da autoria de Luís Catela Nunes, Pedro Martins, Pedro Reis e Teresa Thomas, investigadores no Centro de Economia e Educação da Nova SBE, analisou os efeitos positivos da proliferação do ensino profissional e os resultados são positivos na educação, no emprego, na criação de novas empresas e no empreendedorismo.
“Por um lado, contribuiu para a melhoria dos resultados escolares e para uma maior inclusão social. A taxa de retenção e abandono escolar caiu de 39% para menos de 10% entre 2000 e 2023. Por outro, há significativamente mais alunos a concluir o 12º ano, especialmente entre contextos socioeconómicos mais desfavorecidos”.
De acordo com o documento da Fundação Francisco Manuel dos Santos, a “transformação do sistema educativo” também teve influência na taxa de inactividade dos jovens entre os 25 e 34 anos, “sendo consideravelmente mais baixa no ensino profissional (5,6%), face à do ensino geral em Portugal (10,6%) e das médias europeias e da OCDE (cerca de 11%)”.
Os autores da investigação destacam ainda que 72% dos alunos que concluíram o ensino secundário profissional e que não prosseguiram os estudos, “conseguem empregar se no prazo de um a dois anos, percentagem que fica pelos 56% no ensino secundário geral”.
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