Julho é um mês marcante para todos os mourenses, um mês em que sai à rua a Festa em Honra de Nossa Senhora do Carmo e, como seria de esperar, a Planície dá o merecido destaque à Associação Cultural que honra a padroeira e a sua Comissão de Festas, pelo amor, dedicação, empenho, união, esforço …

Julho é um mês marcante para todos os mourenses, um mês em que sai à rua a Festa em Honra de Nossa Senhora do Carmo e, como seria de esperar, a Planície dá o merecido destaque à Associação Cultural que honra a padroeira e a sua Comissão de Festas, pelo amor, dedicação, empenho, união, esforço e trabalho em organizar cada evento, cada encontro, para que culmine nos seis dias de emoção, de 16 a 21 de julho de 2025.
Na recta final, depois de um ano intenso de labuta e de muita privação familiar, Francisco Limpo, Francisco Gonçalves, Nídia Cavaqueiro e Alain Ganchinho, os quatro elementos que representam os 34 festeiros, estiveram à conversa com a Planície. Com as emoções à flor da pele, não vêm a hora de poder partilhar com todos um cartaz de grandes artistas e dias preenchidos de iniciativas para todas as idades.

O compromisso obrigou a sacrifício e a crescimento pessoal. “É um ano exigente em que demos tudo aquilo que tínhamos e o que não tínhamos de forma aberta e transparente, de emoções e sensações, mas ainda nos falta chegar à missão final com a festa da nossa padroeira. Perdemos muito tempo em termos familiares, mas no final ganhámos muito mais do que aquilo que perdemos e é essa a sensação com que ficamos no fim deste nosso propósito”, palavras do presidente da Associação Cultural em Honra de Nª Srª do Carmo, Francisco Limpo. O balanço é por isso “muito positivo e acho que nos honra. Ser festeiro é de facto uma missão digna e humilde e ao mesmo tempo de muita responsabilidade”, sublinhou o porta-voz.
"juntosomosfesta", a máxima que norteou o grupo desde julho do ano passado, altura em que se deu a “passagem de testemunho” esteve sempre presente. “Só é possível com o grupo unido”, observou Francisco Gonçalves ao referir-se aos eventos mensais que fizeram parte do calendário. “É uma logística difícil e complicada, feita quase diariamente e com o esforço de todos vamos gerindo. Todos sabemos aquilo que passamos e “sofremos” em casa em prol da Associação Cultural e da população, para culminar nas nossas festas e é um orgulho para todos”, referiu o festeiro.

Nídia Cavaqueiro ainda se lembra do primeiro evento realizado pouco depois de assumirem o compromisso, mais precisamente a 10 de agosto, Dia do Emigrante”, uma “prova de fogo” para a organização. “Trouxe-nos algumas dúvidas e estávamos muito reticentes, mas quando começámos a ver a as primeiras pessoas ficámos muito emocionados e o Parque de Feiras e Exposições de Moura encheu”, recordou sem esquecer que desde essa altura, até agora, “temos tido sempre casa cheia. É muito gratificante ver como a população nos acarinha e participa”, agradeceu com um brilho nos olhos.

A grande preocupação da actual Comissão de Festas, à semelhança de todas as outras anteriores, é conseguir ter a festa paga no final, por isso trabalham tanto o ano inteiro. Alain Ganchinho, o tesoureiro, tem uma responsabilidade acrescida, mas não está sozinho nesta missão difícil. “Dizer que temos tido um acompanhamento muito profundo por parte dos nossos colegas do Conselho Fiscal, com reuniões assíduas e quero deixar um agradecimento pelo acompanhamento que têm feito nesse sentido. As nossas previsões felizmente estão enquadradas, estão dentro das expectativas, também para ir ao encontro do programa que é mais alargado, implica um controlo maior e um apoio por parte dos nossos parceiros e de quem contratamos os serviços, do nosso empresário e de todos os elementos que vão compor a festa nesses dias. O programa está feito, o livro está produzido e vai começar a ser distribuído pelos patrocinadores e pela população com o tradicional peditório”.

O grupo não se cansa de reconhecer “o retorno da população que tem estado ao nosso lado, das associações, da Câmara Municipal de Moura, da União de Freguesias de Moura e Santo Amador e dos nossos emigrantes”. “O nosso propósito é proporcionar aos mourenses a grandiosidade desta festa com um esforço controlado e muita ponderação para que seja tudo excepcional”.
Para ouvir a entrevista hoje na íntegra às 8h00, 12h00 e 18h00 na Rádio Planície. Podcast disponível no site planicie.pt