A direção do Círculo Artístico Musical Safarense (CAMS) idealizou o ressurgimento da Escola de Samba de Safara, que outrora fez furor durante os carnavais mais emblemáticos do país, nos idos anos 80 e 90, sendo o ano de 1986 como a data da sua fundação.José Pato, presidente do CAMS, contou à Planície que já estão …

A direção do Círculo Artístico Musical Safarense (CAMS) idealizou o ressurgimento da Escola de Samba de Safara, que outrora fez furor durante os carnavais mais emblemáticos do país, nos idos anos 80 e 90, sendo o ano de 1986 como a data da sua fundação.
José Pato, presidente do CAMS, contou à Planície que já estão a decorrer os ensaios para o Carnaval de 2026 em Safara, onde participam até ao momento cerca de 30 elementos nesta nova vertente cultural.
Recordou o dinamismo que a Escola de Samba deu à aldeia nos tempos antigos e que a finalidade é voltar aos cortejos de Carnaval de “Torres Vedras e de Loulé”, tal como já aconteceu. “A ideia foi nossa, da direção do Círculo Artístico Musical Safarense e terá o acompanhamento da banda nos desfiles”, explicou.

A criação deste marco comunitário foi pensada, sobretudo, “para as crianças e para os jovens e para puxarmos mais pessoal para a nossa coletividade que é uma mais valia para o concelho de Moura”, mencionou o presidente.
Defensor desta vida e alma que as coletividades conferem às aldeias, José Pato contou ainda que a banda filarmónica que dirige “está a correr muito bem, os jovens estão a aderir. Temos um maestro novo com ideias novas, um professor de música que estuda na Universidade de Évora e que está a fazer um excelente trabalho”.
A agenda vai mexendo e no dia 15 de novembro, o Círculo Artístico Musical Safarense terá um Encontro de Bandas, em Mourão e o Concerto de Natal, em dezembro, com a participação de uma cantora lírica da terra.

Aos projetos culturais que ocupam cada vez mais espaço nas comunidades, junta-se ainda o renascimento do Grupo Coral da aldeia, um projeto que tem cerca de cinco meses. “Decidimos voltar com o Grupo Coral que pertencia à Casa do Povo, mas tinha terminado há muitos anos. As pessoas gostavam muito de ouvir”, contou o responsável.
Os três jovens que compõem o “Coração Alentejano” ganharam experiência enquanto cantadores de Safara e resolveram depois criar o grupo que ficou conhecido no programa “Funtástico” da TVI.
“A nossa ideia é que as tradições não acabem porque as aldeias estão cada vez mais pobres em tudo e se não houver pessoas que se interessem por isto, acaba tudo. Acho que é uma aldeia morta, deserta. O associativismo é uma coisa muito importante para um povo”, sustentou José Pato, presidente do Círculo Artístico Musical Safarense.