Escolas de Moura iniciam ano lectivo a 15 de setembro – Director “apreensivo” com a falta de professores
O Agrupamento de Escolas de Moura já tem planeado o início de ano lectivo 2025/2026 para setembro. A apresentação aos novos alunos do 5º, 8º e 10º ano será feita no dia 12 e o início de aulas está agendado para dia 15.A principal novidade é a proibição do uso de smartphones até ao 2º …
O Agrupamento de Escolas de Moura já tem planeado o início de ano lectivo 2025/2026 para setembro. A apresentação aos novos alunos do 5º, 8º e 10º ano será feita no dia 12 e o início de aulas está agendado para dia 15.
A principal novidade é a proibição do uso de smartphones até ao 2º ciclo, uma indicação clara do Governo.
As Escolas de Moura não serão excepção, mas há uma novidade que foi transmitida à Planície pelo director do Agrupamento, Rui Oliveira e que também faz parte da directiva do Ministério da Educação. “Uma vez que o 7º ano decorre na Escola Básica de Moura (Ciclo Preparatório) onde se encontram o 5º e o 6º ano, nós vamos incluir o 7º ano nesta medida com a proibição da utilização de smartphones na escola, ou seja, telefones sem acesso à Internet, é esta a designação correcta”, salientou o professor de Educação Física.
Quanto aos restantes anos de escolaridade, do 8º ao 12º ano, o docente esclareceu o seguinte: “A sua utilização vai ser proibida em sala de aula, mas se o professor entender usar o smartphone para uma prática pedagógica que entenda que é necessário, pode fazê-lo”.
Este é o tema do momento, a principal novidade deste ano escolar, em que a proibição do uso de telemóveis com Internet, prende-se com questões pedagógicas, com a falta de concentração dos alunos e com situações de bullying. Procura-se um ambiente escolar mais positivo, uma maior interacção social que contribua para melhorar o isolamento social das crianças e jovens.
Para promover o debate, o assunto vai ser lançado na primeira Assembleia do Agrupamento de Escolas de Moura com os delegados e os subdelegados de turma e com os professores.
“Penso que os alunos estão sensibilizados para esta medida, mas sabemos que o termo “proibição” não é muito feliz no meio escolar”, adverte Rui Oliveira e sublinha que a norma só faz sentido se vier de cima. “Só consigo perceber essa proibição se os professores e os funcionários também a respeitarem”.
Além deste assunto que o director do Agrupamento de Escolas de Moura acredita que será bem aceite, a situação da colocação de professores é neste momento a maior preocupação do educador.
Apesar do pedido de professores em falta já ter sido feito, aguardam-se as respostas. “Está em falta um professor do 1º ciclo; no 2º ciclo não temos docentes de Inglês, Matemática e Ciências; no 3º ciclo e secundário as disciplinas de Português, Matemática, Filosofia, Geografia, Inglês e TIC – Tecnologias de Informação e Comunicação estão sem professores”.
A normal preocupação da direcção que se debate com este problema todos os anos, mas a tendência é para piorar. “Confesso que estou apreensivo porque o ano passado nesta altura já tínhamos quase todos os professores colocados”.
A única solução, se, entretanto, não houver a colocação de docentes às disciplinas referidas, é só uma. “Sobrecarregar os professores que cá estão com horas extraordinárias”, defende Rui Oliveira.
Estas e outras matérias desenvolvidas na entrevista da Rádio Planície para ouvir hoje às 12h00 e às 18h00. Podcast disponível em planície.pt
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