Estamos sempre a “pedinchar” e não gostamos disso – Agricultores do Baixo Alentejo
A FAABA – Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo vem mais uma vez reivindicar ao Ministério da Agricultura, medidas relacionadas com a seca e com a execução actual do PEPAC – Plano Estratégico da Política Agrícola Comum, acentuando ainda mais as preocupações que previamente foram remetidas à tutela em carta enviada em abril …
A FAABA – Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo vem mais uma vez reivindicar ao Ministério da Agricultura, medidas relacionadas com a seca e com a execução actual do PEPAC – Plano Estratégico da Política Agrícola Comum, acentuando ainda mais as preocupações que previamente foram remetidas à tutela em carta enviada em abril deste ano.
Sobre a seca, o presidente da FAABA, Rui Garrido, disse à Planície estar “preocupado com as explorações agropecuárias”.
O alerta é de ajuda. “Os agricultores já não aguentam, têm vindo a desfazer-se dos seus animais, os aumentos dos factores de produção, os alimentos caríssimos e muitos de má qualidade”, é um cenário dramático para a região.
“Perante esta situação e olhando para os nossos vizinhos espanhóis, que têm recebido mais do que nós em situações idênticas às nossas, sentimos que há uma preocupação diferente da que existe em Portugal, de olhar para a agricultura”, declarou Rui Garrido. “Tem de haver uma ajuda extra. Estamos sempre a “pedinchar” e não gostamos disso”.
O empresário agrícola faz um novo apelo à Ministra da Agricultura e Alimentação, Maria do Céu Antunes e ao Primeiro-Ministro, António Costa. “Sabemos que são sensíveis ao sector. Que olhem de uma vez por todas e de uma forma diferente para o sector”, sublinhou.
Quanto ao PEPAC, “vai ter de ser reformulado. As candidaturas foram uma perfeita confusão. Houve atrasos que não tiveram nada a ver com os agricultores e não conseguiram submeter as suas candidaturas”, um problema que afecta as ajudas à seca. “É preciso fazer um esforço para que as ajudas sejam antecipadas”, reforçou. “Na reformulação do PEPAC, esperemos que venha mais adequado à nossa realidade”, exigiu o presidente da FAABA.
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