O DECIR 2026 – Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais foi apresentado ontem em Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, uma cerimónia que foi presidida pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro.Relativamente ao Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo, o comandante Carlos Pica, responsável por esta estrutura na região detalhou à …

O DECIR 2026 - Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais foi apresentado ontem em Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, uma cerimónia que foi presidida pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro.
Relativamente ao Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo, o comandante Carlos Pica, responsável por esta estrutura na região detalhou à Planície que o dispositivo de 2026, vai ser “muito idêntico ao de 2025, com o dispositivo terrestre, em que nós a esta altura do planeamento contamos com todos os corpos de bombeiros que possam participar no dispositivo”.

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Os meios terrestres envolvidos integram desde “equipas de apoio ao combate com todas as valências que nós nos teatros de operações devemos ter, nomeadamente as equipas de reconhecimento de avaliação, as equipas de colegas dos bombeiros que têm formação na área da coordenação dos meios aéreos, equipas de coordenação de máquinas de rasto, e até mesmo nas equipas de apoio nos teatros de operações na sustentabilidade logística”.

Ainda nesta área, Carlos Pica sustentou que o Comando Sub-Regional do Baixo Alentejo já reuniu com os Serviços Municipais de Proteção Civil na necessidade de “reforçar a importância destes serviços e dos Gabinetes Técnicos Florestais de terem tudo preparado e planeado, seja para darem apoio nos postos de comando que possam vir a ser montados no seu concelho, seja também em todo o processo de sustentabilidade logística para os teatros de operações. De um momento para o outro basta que a ocorrência e estamos a falar de incêndios rurais, se torne mais complexa e um município pode ter a necessidade de empenhar algumas centenas de operacionais”.

Rádio Planície · DECIR 2026 - Carlos Pica, comandante sub-regional da Proteção Civil do Baixo Alentejo

Quanto ao dispositivo aéreo, este ano espera-se que o cenário seja diferente do ano passado, tal como afirmou o comandante. “Esperamos sinceramente poder contar com os meios aéreos de ataque inicial. Este ano já nos foi garantido que esses meios irão estar sediados no Centro de Meios Aéreos de Moura e de Ourique a tempo e horas”.
O responsável operacional do Baixo Alentejo, justificou que nesta matéria, “não é a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil que faz a contratualização destes meios, é a Força Aérea Portuguesa. Foi adjudicada a esta entidade e esperamos sinceramente que dentro da sua área de competência possa efetivamente desta vez no Alentejo ser reforçado e ser constituído pelos meios aéreos respetivos. Também temos informação no patamar nacional sobre esta matéria de poder vir a contar com uma parelha de aviões médios que à semelhança dos anos anteriores, ficam sediados na Base Aérea N. 11, que nós batizamos também de Centro de Meios Aéreos de Beja”.

Para que todos estes meios de dispositivo terrestre e aéreo possam ser complementados, é necessária uma das valências mais importantes de todas e que é o “comportamento do cidadão para que efetivamente antes de respondermos às ocorrências de incêndios rurais, possa ser trabalhado todo o processo de sensibilização, de prevenção e de ausência de risco, coisas que o ano passado infelizmente não aconteceram. A maior parte das ocorrências resultaram de atos negligentes que depois obriga a um conjunto de movimentação de meios, despesas do erário público e acima de tudo constrangimentos de várias ordens que poderiam ser evitados. A consciência do cidadão é a melhor arma para combater os incêndios rurais”, garantiu o Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo, Carlos Pica.
Também o Coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil de Moura, Diogo Saraiva, referiu à Planície que um dos meios aéreos de ataque inicial “possivelmente será ser colocado no Centro de Meios Aéreos de Moura no mês de junho”.