Mais de 50% das crianças sente stress ou ansiedade quando não usa o telemóvel
Antes mesmo dos 10 anos, muitas crianças já estão conectadas. De acordo com os dados recolhidos pela SaveFamily, 42% das crianças acedem à internet antes dos 8 anos e cerca de sete em cada dez menores de 15 anos já tem o seu próprio smartphone. Aos 12 anos, mais de dois terços navegam online diariamente, …
Antes mesmo dos 10 anos, muitas crianças já estão conectadas. De acordo com os dados recolhidos pela SaveFamily, 42% das crianças acedem à internet antes dos 8 anos e cerca de sete em cada dez menores de 15 anos já tem o seu próprio smartphone. Aos 12 anos, mais de dois terços navegam online diariamente, e aos 15 anos 96% está permanente online. O resultado é uma infância hiperconectada, com mais de 80% dos menores a passar ao menos uma hora diária frente aos ecrãs e quase 20% a superar as cinco horas aos fins-de-semana, um uso que está já a ter impactos claros: 53,3% dos menores sente stress ou ansiedade quando se lhes limita o uso de telemóvel.
Este cenário ajuda a entender o projeto de lei de um dos grupos parlamentares português entregue na Assembleia da República de proibir o acesso às redes sociais a menores de 16 anos, e que foi aprovado no dia 12 de fevereiro.
Uma medida já em processo de implementação em Espanha, empurrada pela suposta incapacidade dos jovens em desenvolverem-se adequadamente em meios digitais que foram criados para os adultos. A proibição em Portugal soma-se à tendência internacional que procura travar a exposição precoce a plataformas baseadas na hiperconectividade, na validação constante e no consumo ilimitado de conteúdos online.
Famílias, docentes, investigadores e especialistas constatam que o uso intensivo de redes sociais não é neutro no desenvolvimento infantil: “Os números confirmam algo que temos vindo a observar diariamente: os menores acedem demasiado cedo a ambientes para os quais não estão emocionalmente preparados. Não se trata apenas de quanto tempo passam conectados, mas de como e para que usam a tecnologia”, assinala Pedro Chaves Costa, diretor de vendas para Portugal.
Os efeitos começam a refletir-se na saúde emocional e no ambiente educativo. Mais de 80% dos menores passam pelo menos uma hora diária em frente aos ecrãs durante a semana, e quase um de cada cinco supera as cinco horas nos fins-de-semana. Esta hiperconexão traduz-se em dificuldades de concentração, irritabilidade e uma baixa tolerância à frustração. No ambiente escolar, quase 38% das famílias indica um impacto negativo no rendimento escolar associado ao uso de telemóveis e redes sociais.
Perante esta realidade, o Governo português já tinha proibido o uso de telemóveis em ambiente escolar, com a necessidade de proteger os menores numa etapa chave do seu desenvolvimento. Contudo, os peritos alertam que as proibições não são uma solução completa: é preciso oferecer alternativas.
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