O município de Mértola admite avançar com evacuações preventivas caso o caudal do rio Guadiana continue a aumentar devido às descargas da barragem do Alqueva. O alerta foi deixado pelo presidente da Câmara, Mário Tomé, que pede cautela à população perante o risco de cheias.Em declarações à TSF, o autarca alertou para “a falsa sensação …

O município de Mértola admite avançar com evacuações preventivas caso o caudal do rio Guadiana continue a aumentar devido às descargas da barragem do Alqueva. O alerta foi deixado pelo presidente da Câmara, Mário Tomé, que pede cautela à população perante o risco de cheias.
Em declarações à TSF, o autarca alertou para “a falsa sensação de segurança” provocada pela ligeira descida do nível do rio durante a noite, sublinhando que a tendência é de nova subida.

“Apesar de estarmos habituados a viver com o rio a passar no meio da vila, a verdade é que isto é absolutamente anormal”, afirmou, explicando que estão a ser libertadas mais águas tanto em Alqueva como a montante, incluindo em território espanhol, o que deverá refletir-se no aumento do caudal em Mértola.
Como medida preventiva, a autarquia decidiu já na quarta-feira evacuar o Lar de Idosos da Misericórdia, transferindo os utentes para um edifício municipal novo, ainda por inaugurar. “Foi fácil porque tínhamos um espaço totalmente equipado e pronto a funcionar”, referiu.
O município está a realizar uma “monitorização pessoa a pessoa”, com identificação dos moradores e das habitações mais próximas do rio. Atualmente, o nível do Guadiana situa-se na cota 16,11. O lar foi evacuado quando o rio atingiu valores entre 17,3 e 17,8.

Segundo o presidente da Câmara, caso o nível atinja entre 18,3 e 18,5 metros, poderá ser aconselhada a saída preventiva de residentes. A cota 21 é considerada crítica, obrigando à evacuação das populações ribeirinhas.
Para responder a esse cenário, o município já definiu locais de acolhimento em unidades de turismo rural do concelho e disponibilizou o pavilhão multiusos para guardar bens e apoiar a retirada de maquinaria.
Mário Tomé destacou ainda o acompanhamento permanente da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), que está a monitorizar continuamente o caudal do Guadiana.