Um homem de 68 anos confessou, na primeira sessão do julgamento esta quinta-feira no Tribunal de Beja, ter morto um filho no dia 10 de junho de 2025, num acampamento no Baldio das Ferrarias, Amareleja, concelho de Moura. O arguido, que responde por homicídio qualificado agravado e posse de arma proibida, alegou segundo a Lusa, que o disparo da caçadeira foi acidental e manifestou arrependimento.

“Um pai que mata um filho não merece ser preso, merece ser enforcado”, afirmou o arguido, alegando que na altura dos factos, “não tinha noção do que estava a fazer”, devido ao seu estado de embriaguez.

Segundo o depoimento, ao chegar embriagado ao acampamento, o acusado apontou a arma a familiares, tendo o filho mais velho tentado retirar-lhe a caçadeira, o que provocou o disparo fatal que atingiu o filho de 45 anos no abdómen. O pai negou qualquer discussão prévia, mas admitiu posteriormente uma altercação entre os filhos por causa de um cavalo.

O outro filho arguido, acusado também por vários crimes, estava no curral e negou ter dado a arma ao pai ou incitado o disparo, afirmando a sua inocência. O Ministério Público considera que este filho foi decisivo por municiar e entregar a espingarda ao pai. Ambos os arguidos estão em prisão preventiva desde 2025.