Gonçalo Valente, o deputado do Partido Social Democrata que representa o Baixo Alentejo, já respondeu à questão da falta de meios aéreos nos heliportos de Ourique e Moura, levantada pelo Partido Socialista.Em nota de imprensa, considerou que a forma de expor o assunto foi “irresponsável e muito perigosa” porque lançou “o pânico nas pessoas” o …

Gonçalo Valente, o deputado do Partido Social Democrata que representa o Baixo Alentejo, já respondeu à questão da falta de meios aéreos nos heliportos de Ourique e Moura, levantada pelo Partido Socialista.
Em nota de imprensa, considerou que a forma de expor o assunto foi “irresponsável e muito perigosa” porque lançou “o pânico nas pessoas” o que levou a criar “sensações de insegurança e de falta de protecção das comunidades, ao dizer que os meios aéreos ligeiros de combate a incêndios localizados em Ourique e em Moura foram para outro lado”.

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Para o deputado eleito pelo círculo de Beja, o assunto “é de um aproveitamento político atroz e rocambolesco” e questionou porque não se falou sobre o tema publicamente nos anos de “2019, 2020 e em 2023 com os governos socialistas por situação semelhante”. E continuou: “Alguém ouviu quaisquer comentários sobre esta mesma situação? Alguma iniciativa política destes mesmos autarcas ou da Federação Socialista do Baixo Alentejo? Fizeram aquilo que tão bem sabem fazer: calar-se perante o seu partido e o seu governo. Por isso temos o atraso na região que temos”.

Gonçalo Valente reforçou ainda que o anterior partido no governo conhece as razões desta falha. “O Partido Socialista sabe que estas duas localidades ficaram desprovidas de meios aéreos de intervenção inicial, porque o concurso ficou deserto por falta de interessados”. Mas que existem em Beja “dois meios pesados”, o que no seu entender significa que “a região não ficou sem meios de combate aéreos, ficou provisoriamente sem o combate inicial por aeronaves ligeiras”.
O representante do PSD no território disse estar “a acompanhar a situação de muito perto” no sentido de “acelerar uma solução provisória, até que o novo concurso cumpra os seus trâmites normais e legais, concurso este que já foi autorizado pelo governo”.