Os 50 anos de voleibol federado em Moura junta hoje atletas de várias gerações
Este sábado, dia 31 de janeiro, comemoram-se 50 anos da modalidade de voleibol federado na cidade de Moura. Muitas gerações de mourenses formaram-se neste desporto coletivo enquanto atletas e pessoas. É com esta essência de valores de companheirismo que o Moura Vólei Clube permanece com os olhos postos no futuro. Rui Pinto, um dos impulsionadores …
Este sábado, dia 31 de janeiro, comemoram-se 50 anos da modalidade de voleibol federado na cidade de Moura. Muitas gerações de mourenses formaram-se neste desporto coletivo enquanto atletas e pessoas. É com esta essência de valores de companheirismo que o Moura Vólei Clube permanece com os olhos postos no futuro. Rui Pinto, um dos impulsionadores da modalidade por cá, deixou um registo que vale a pena ouvir.
“A formação e a dedicação tem sido à base de “carolas” principalmente com muito gosto pela modalidade em que se tenta manter o gosto pelo voleibol. Ao longo destes 50 anos foram milhares os atletas que passaram pelo clube e que aí fizeram a sua formação, quer como desportistas, mas essencialmente como pessoas”.
Atletas que hoje são reconhecidos a nível nacional e internacional. “Há muitos que saíram daqui. No voleibol é muito difícil atingir um futuro, mas essencialmente esses atletas formámo-los enquanto pessoas e cidadãos. Na parte desportiva há alguns exemplos concretos e temos o caso do Miguel Sinfrónio que atingiu a Seleção Nacional e que foi campeão nacional e neste momento joga na Alemanha; além dele, temos um novo caso que é o Pedro Geadas que está a dirigir uma equipa da 1ª divisão”.
Historicamente, a modalidade atravessou dois períodos concretos completamente diferentes. “O início em 1975, onde eu e mais alguns membros também aparecemos não na formação, mas numa equipa de juvenis. Houve depois uma equipa fundadora do Moura Atlético Clube que durou até 2003. Nesta altura veio a ser substituída pelo Moura Vólei e até aos dias de hoje temos dado cartas pelo país fora”.

O sucesso e os momentos menos bons deve-se a um conjunto de pessoas que não deixam morrer a modalidade em Moura. “Aqui há muitas pessoas e não apenas o Rui (o próprio). É o Rui, é o Alvarinho, o Fialho, o Luís Raposo, o Alcario, foram dezenas e dezenas de pessoas e espero que no futuro os “Domingos Borralho” possam dar continuidade àquilo que se tem criado ao longo destes anos. O que tem sido marcante é a amizade que criamos com todas as pessoas que passam por aqui. Uma equipa e um grupo de amigos é para nós o principal destes anos”.
Apesar de meio século de vida auspicioso, Rui Pinto olha para o futuro com algum ceticismo. “A nossa região não oferece grandes respostas aos jovens que acabam os seus cursos e são obrigados a retirarem-se. Muitos dos jovens que nós tentámos que nos viessem substituir, infelizmente depois de tirarem os seus cursos a vida profissional obriga-os a sair e esse vai ser um dos grandes problemas que é o de arranjar dirigentes e treinadores que dê continuidade ao trabalho realizado”.
Sem equipa sénior, o clube aposta nos escalões Minis – de formação, Infantis, iniciados e Juvenis, com destaque para as equipas femininas. Podcast disponível em planície.pt
Os 50 anos de voleibol federado na cidade de Moura são celebrados no dia de hoje, com um convívio desportivo no ginásio da Escola Secundária de Moura com vários jogos a partir 8h30. Termina com um almoço no restaurante “O Celeiro”.
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