O Projecto Escolas Bilingues e Interculturais de Fronteira, “Melodia da Nossa Terra”, juntou no passado dia 30 de maio, no Município de Lepe, em Espanha, alunos de Lepe, Ayamonte e Isla Cristina, com estudantes do Agrupamento de Escolas de Moura, nomeadamente duas turmas de 3º ano do Centro Escolar dos Bombeiros Voluntários, a turma 1º …

O Projecto Escolas Bilingues e Interculturais de Fronteira, “Melodia da Nossa Terra”, juntou no passado dia 30 de maio, no Município de Lepe, em Espanha, alunos de Lepe, Ayamonte e Isla Cristina, com estudantes do Agrupamento de Escolas de Moura, nomeadamente duas turmas de 3º ano do Centro Escolar dos Bombeiros Voluntários, a turma 1º B da Escola Básica da Porta Nova e crianças da Escola Básica de Santo Amador. Foram ainda acompanhados por vários docentes.

De Moura, levaram o Cante Alentejano, um legado apresentado pelas crianças aos colegas espanhóis e em terras de “nuestros hermanos” foi exibido o Flamenco, uma mistura de guitarra, canto e dança. O momento intercultural envolveu posteriormente alunas dos dois Municípios que dançaram com todo o empenho e dedicação.

Filomena Serafim, Subdirectora do Agrupamento de Escolas de Moura esclareceu que o projecto diz respeito a uma colaboração entre os dois países, Portugal e Espanha, especialmente “no desenvolvimento cooperativo, social e económico dos territórios de fronteira”.
A organização coube ao Colégio Rio Pedras, em Lepe e a selecção das escolas a participar também foi uma escolha da coordenação do país vizinho, com a articulação de docentes dos dois países envolvidos.

Filomena Serafim disse à Planície haver interesse de mais turmas e docentes de Moura a estarem presentes no intercâmbio cultural, mas a escolha foi “superior” e feita por entidades escolares espanholas.
O “Melodia da Nossa Terra”, tem o encontro final brevemente, nos dias 5 e 6 de junho, em Bragança, com todas as escolas portuguesas e espanholas que participaram.
Reformada da docência, mas a exercer funções de direcção, a antiga professora de 1º ciclo de Moura é da opinião que estas actividades “são sempre enriquecedoras, até porque por vezes, aprende-se mais em contextos informais do que propriamente dentro da sala de aula. E esse projecto é um vivo exemplo dessa situação e dessas aprendizagens informais”.
As Escolas de Moura participaram pela primeira vez no projecto anual e o Agrupamento de Escolas de Moura espera que seja para continuar no próximo ano.