Vinte pessoas morreram nas estradas portuguesas durante o período da Páscoa, segundo os balanços divulgados esta terça-feira pela Guarda Nacional Republicana (GNR) e pela Polícia de Segurança Pública (PSP). O número representa um aumento significativo face a 2025, quando se registaram apenas cinco vítimas mortais.

De acordo com os dados, a GNR contabilizou 14 mortos entre os dias 2 e 6 de abril, enquanto a PSP registou seis vítimas mortais nas estradas sob a sua responsabilidade. No ano passado, todas as cinco mortes foram registadas pela GNR, não tendo a PSP registado qualquer vítima mortal.

No âmbito da Operação “Páscoa 2026”, a GNR registou ainda 941 acidentes, dos quais resultaram 31 feridos graves e 266 feridos leves. Já em 2025, a operação da GNR tinha contabilizado 2.322 acidentes, cinco mortos, 50 feridos graves e 649 feridos leves.

Relativamente à fiscalização rodoviária, a GNR abordou 34.305 condutores. Deste total, 317 foram detidos por condução com uma taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l e 111 por falta de habilitação legal para conduzir. Foram ainda registadas 5.750 contraordenações, destacando-se infrações por excesso de velocidade, falta de inspeção periódica obrigatória e uso indevido do telemóvel durante a condução.

Por sua vez, a PSP, através da operação “Polícia Sempre Presente: Páscoa em Segurança 2026”, que decorreu entre 27 de março e 6 de abril, registou 1.661 acidentes, mais 237 do que no ano anterior. Desses acidentes resultaram 601 feridos, incluindo 22 graves e 579 ligeiros.

Durante o mesmo período, a PSP fiscalizou 18.363 condutores e controlou 46.929 viaturas por radar, tendo detetado 5.310 infrações rodoviárias. Entre as principais infrações encontram-se o excesso de velocidade, a falta de inspeção obrigatória, a condução sob o efeito do álcool e o uso do telemóvel ao volante.

A PSP efetuou ainda 1.125 detenções, mais 223 do que em 2025, sendo a maioria relacionada com crimes rodoviários, nomeadamente condução sob o efeito do álcool e sem carta de condução.

Além disso, foram registadas detenções por crimes contra o património e tráfico de droga, bem como apreensões de armas, munições e artigos de pirotecnia. As autoridades destacaram ainda 430 ocorrências de violência doméstica, um número inferior ao registado no ano anterior.

As forças de segurança apelam à prudência dos condutores, sublinhando a necessidade de comportamentos responsáveis na estrada para evitar o elevado número de vítimas.