PCP do Alentejo alerta para a situação económica e social da região
A Direcção Regional do Alentejo do Partido Comunista Português reuniu no início deste mês para avaliar a evolução da situação económica e social da região, e identificar as “tarefas” que se colocam às organizações do PCP na região.Tomam como prioridades o facto de como dizem não se encontrar “solução nas políticas dos sucessivos governos do …
A Direcção Regional do Alentejo do Partido Comunista Português reuniu no início deste mês para avaliar a evolução da situação económica e social da região, e identificar as “tarefas” que se colocam às organizações do PCP na região.
Tomam como prioridades o facto de como dizem não se encontrar “solução nas políticas dos sucessivos governos do PS e PSD, e muito menos no programa de Governo agora viabilizado por PSD, CDS, PS, Chega e IL”.
A DRA do PCP enfatiza a urgência em “investimentos significativos na área da mobilidade”, indispensáveis para a coesão territorial. Denuncia a “manobra de ilusão do anúncio de um grande plano de intervenção rodoviário nacional” na região Alentejo, sem apresentar “calendarização dos investimentos, nem determina o valor ou as fontes de investimento”.
Sobre o IP8, o Itinerário Principal que atravessa o Baixo Alentejo, o PCP acusa o actual governo de ser uma “operação de propaganda e manipulação que PSD e CDS levam a cabo em torno do IP8, tentando apresentar obras de melhoria superficial desta via rodoviária como se da ‘concretização da A26’ se tratasse”.
A nível da Ferrovia, os comunistas dizem que se apresentam mais estudos e projectos, “sem obra concreta, e adensam-se problemas”. Mencionam que na ligação Sines – Caia “não se vislumbra um mínimo sinal de opção de rede ferroviária que respeite os interesses da ligação às localidades da região e o transporte de passageiros”. Ao nível das ligações entre Lisboa e Évora, estas “estão a ser feitas com material circulante desadequado da procura, com queixas permanentes dos utilizadores”. Na Linha do Alentejo “continua a não haver perspectiva de investimento para lá de Beja, designadamente com a ligação a Faro”. Quanto ao distrito de Portalegre “continua a ser uma quase ilha ferroviária” e por fim, os serviços ferroviários que servem o litoral alentejano “continuam a ser anacrónicos e insuficientes, registando-se a degradação inclusive de estações e apeadeiros”.
No sector dos recursos hídricos criticam a iniciativa “Água que Une” porque “não passa de uma listagem de intenções onde também não está claro nem o calendário da sua concretização, nem o seu financiamento e onde está visível a intenção de privatização que o PCP recusa liminarmente”.
Por outro lado, na saúde agravam-se os problemas com a “falta de médicos de família” e somam-se mais problemas “como a ausência de meios na área da emergência médica, como é o caso das dificuldades com os helicópteros do INEM”.
“Situação crítica” são também os “encerramentos totais e parciais de serviços de urgência, quando a carência em pessoal médico é cada vez maior, incluindo em Hospitais”.
Ainda na área da saúde o PCP denuncia a situação em torno do Novo Hospital Público Central do Alentejo, em Évora, “seja por via dos sucessivos atrasos na garantia das verbas necessárias para a conclusão”, seja pelas manobras, “cada vez mais evidentes, do Governo, visando romper compromissos e tentar impor a gestão privada deste equipamento público”.
Educação, a falta de meios aéreos no combate a incêndios ni Baixo Alentejo, a expansão “desregulada” de monoculturas intensivas na área da agricultura, a “oposição” à instalação de “centrais fotovoltaicas de grand4e escala na região” e o sector mineiro que põe em causa “o interesse das populações e da região” e os recursos “naturais existentes”, são chamadas de atenção relevantes da Direcção Regional do Alentejo do Partido Comunista Português.
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