PCP pede esclarecimentos sobre a instalação da fábrica da Embraer em Beja
A Organização Regional de Beja (DORBE) do Partido Comunista Português, comentou através do envio de comunicado de imprensa, o assunto da fábrica da Embraer, em Beja.“Face às notícias vindas a público relativas à assinatura de uma carta de interesse entre o Ministério da Defesa Nacional e a Embraer SA “com vista à instalação de uma …
A Organização Regional de Beja (DORBE) do Partido Comunista Português, comentou através do envio de comunicado de imprensa, o assunto da fábrica da Embraer, em Beja.
“Face às notícias vindas a público relativas à assinatura de uma carta de interesse entre o Ministério da Defesa Nacional e a Embraer SA “com vista à instalação de uma fábrica aeronáutica em Beja” com “capacidade para o fabrico de aviões A-29N Super Tucano” o Executivo da Direcção Regional de Beja do PCP” alega que a informação disponibilizada é reduzida e entende por isso, que é necessário sublinhar algumas questões.
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Desde logo, a defesa do partido no “investimento” e “diversificação do tecido produtivo na região Alentejo designadamente na sua vertente industrial”.
“Dadas as características da região, o investimento no cluster aeronáutico é desde há muito uma das possibilidades que o PCP vem levantando, sempre associada ao aproveitamento e afirmação do Aeroporto de Beja como uma importante infra-estrutura aeroportuária na região e no País”.
Na necessidade de ver esclarecidas algumas questões, o PCP interroga: “Pelo que é possível inferir das notícias e das próprias declarações do Ministro da Defesa este investimento é destinado, sem se saber exatamente em que moldes, exclusivamente à produção de um modelo de aeronaves militares – o A29NL SuperTucano - tal como acontece já com outras unidades em produção na região, designadamente no Alto Alentejo, neste caso na área de Drones para uso militar”.
Para a DORBE este facto “levanta a legitima questão de um afunilamento do cluster aeronáutico na vertente militar, em contraposição com o necessário e possível investimento na aeronáutica civil, área que garante mais e maiores mercados e maior estabilidade produtiva ao longo do tempo”.
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“A instalação desta unidade será, como veio a público, ligada necessariamente à vertente de voos de teste de aeronaves para uso militar e formação de pilotos. Este facto, associado a notícias que levantam a possibilidade de o novo campo de Tiro da Força Aérea Portuguesa passar para terrenos nos concelhos de Mértola e Serpa (decorrente do encerramento do Campo de Tiro de Alcochete), levanta legitimas duvidas sobre as futuras condições de utilização do Espaço Aéreo na Região Alentejo para a aviação civil”, refere o PCP.
Por outro lado, e “perante o silencio do Governo relativamente ao aproveitamento e potenciação do Aeroporto de Beja, como uma importante infra-estrutura aeroportuária civil para a região e para o País, o PCP entende ser necessário que o Governo esclareça se a decisão agora tomada põe em causa e/ou condiciona tal projeto há tanto reivindicado pelas populações do Alentejo”.
Por fim, “o PCP reitera a sua posição de que é possível e necessário aproveitar o Aeroporto de Beja, ao serviço da região e do País, tirando partido de todas as suas possibilidades incluindo a sua integração no cluster aeronáutico, encarando o aeroporto, com gestão pública”.
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