Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Serpa vão iniciar esta sexta-feira, 17 de outubro, uma greve durante 24 horas e vão concentrar-se hoje em protesto no Largo de São Domingos, em Serpa, pelas 11h00, de acordo com nota do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA). …

Os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Serpa vão iniciar esta sexta-feira, 17 de outubro, uma greve durante 24 horas e vão concentrar-se hoje em protesto no Largo de São Domingos, em Serpa, pelas 11h00, de acordo com nota do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA). O sindicato espera que entre 100 a 120 funcionários adira à greve, num total de cerca de 150 que compõem a instituição.
Em causa está o fato de ainda não terem recebido o subsídio de Natal de 2024, o subsídio de férias de 2025 e os retroativos salariais desde 2022, “considerando ainda que a Santa Casa da Misericórdia de Serpa não assumiu o compromisso de pagar os retroativos referente a 2025 e o subsídio de Natal de 2025”, refere o comunicado da STFPSSRA.

Alcides Teles do sindicato acentuou à Planície que os trabalhadores têm “dívidas acumuladas desde 2022 até fevereiro de 2025 que estão inscritas no Plano Especial de Revitalização (PER), já que existe uma nova dívida com o subsídio de férias de 2025. E, como tal, não têm qualquer garantia de que irão receber os retroativos salariais de janeiro de 2025, nem o subsídio de Natal a tempo e horas este ano. Perante isto, não resta alternativa aos trabalhadores senão lutarem para fazer valer o que são os seus direitos”.

leia também
Processo Especial de Revitalização da Santa Casa de Serpa homologado pelo tribunal

Os cuidados aos utentes serão assegurados no âmbito dos serviços mínimos que estão definidos segundo “o acordo celebrado em sede de conciliação entre a Misericórdia e o Sindicato”. O que se espera é que a Misericórdia “cumpra os serviços mínimos que a própria (entidade) concordou, o que neste momento não está a acontecer. Sabemos que há trabalhadores que foram pressionados para não aderir à greve”, assegurou Alcides Teles.

O dirigente do sindicato considerou que a expetativa de adesão é a de que “a maioria dos trabalhadores que possa fazer greve, o faça e também que os trabalhadores cumpram os serviços mínimos. O que está em causa é muito dinheiro na vida das pessoas e não há volta a dar”, enquadrou. Reforçou ainda que “a Misericórdia (Serpa) tem perto de 150 trabalhadores, esperamos que entre 100 a 120 possam assumir que estão em greve hoje”.