Portugal envia uma missão de ajuda humanitária para Caracas, na Venezuela, com partida esta sexta-feira da Base Aérea de Beja, numa operação coordenada pelo Governo e executada pela Força Aérea Portuguesa.

A missão é composta por 63 elementos: 27 da GNR, 15 do Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa, 10 do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

O transporte será assegurado por uma aeronave Embraer KC-390, operada pela Esquadra 506 – "Rinocerontes", evidenciando a capacidade logística da Força Aérea para responder rapidamente a crises internacionais. Está prevista a mobilização de um segundo aparelho caso seja necessário reforçar a operação.

Segundo fontes governamentais, o objetivo da missão é prestar apoio imediato às autoridades venezuelanas e à comunidade portuguesa no país, garantindo assistência humanitária, cuidados médicos e apoio logístico nas zonas mais afetadas pelos sismos.

A chegada a Caracas deverá ocorrer nas horas seguintes à partida, dependendo das condições operacionais e das autorizações de voo.

O Governo português expressou solidariedade para com as vítimas e reafirmou o compromisso de colaborar nos esforços internacionais de resposta à emergência.

De acordo com a Comissão Europeia, oito Estados-membros, incluindo Portugal, enviam um total de 520 operacionais, uma equipa médica e equipamento de telecomunicações e fornecimento de energia para a Venezuela ao abrigo do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. Os países envolvidos são Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Países Baixos e República Checa.

A Venezuela foi atingida na quarta-feira à noite por dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter, que provocaram pelo menos 589 mortos, entre os quais nove portugueses ou lusodescendentes, e 2.980 feridos.