Residência de estudantes do IPBeja está sem alunos – Diretora justifica atrasos na abertura
O deputado do Bloco de Esquerda (BE), Fabian Figueiredo, dirigiu ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, seis questões formais que deram entrada na Assembleia da República esta terça-feira. “A discrepância entre a propaganda oficial e a realidade da nova residência de estudantes do IPBeja, que permanece vazia cinco meses após a inauguração”, foi o ponto de partida para uma nota dirigida ao Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.Declarações à Planície de Maria de Fátima Carvalho, presidente do Instituto Politécnico de Beja...
É referido que a “Residência Europa”, do Instituto Politécnico de Beja (IPBeja), com 503 camas e um investimento público de quase 22 milhões de euros financiada por fundos europeus, mantém-se encerrada cinco meses depois de ter sido inaugurada pelo Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, precisamente no dia 25 de setembro de 2025, 15 dias antes das eleições autárquicas.
O partido coordenado por José Manuel Pureza refere na mesma publicação os motivos do atraso na abertura das instalações. “É hoje do conhecimento público que a infraestrutura ainda carece de trabalhos fundamentais para a sua habilidade, nomeadamente no que diz respeito às ligações elétricas e à rede de comunicações”.
A representação parlamentar do BE exige resposta a algumas das perguntas que menciona no documento. Nomeadamente: “Como justifica o Ministério que uma residência inaugurada com pompa e circunstância em setembro de 2025, com a presença do Primeiro-Ministro, continue cinco meses depois sem qualquer estudante alojado?” ou “qual é a data definitiva e garantida para a entrada em funcionamento da ‘Residência Europa’ e para o início do alojamento dos estudantes?”.
A data de abertura da residência é apontada para o início de abril. Maria de Fátima Carvalho, presidente do Instituto Politécnico de Beja deu essa certeza à Planície e justificou os entraves para este atraso.
“A residência foi inaugurada porque estava concluída e todos os processos para a entrada dos estudantes em segurança e com qualidade começaram a ser realizados e estamos a terminá-los. Esperemos que os estudantes entrem no mês de abril. Todo o processo de concursos, de ligações (elétricas) à E-REDES são muito morosos e estivemos durante este tempo até conseguirmos reunir todas as condições legais para que os estudantes possam entrar”.
A docente que lidera a instituição de ensino atualmente com 3500 alunos, garantiu que a equipa está empenhada neste processo. “Temos estado a trabalhar neste período para que os estudantes tenham orgulho na instituição e para que de facto, a residência faça aquilo para o qual foi construída que é projetar e diferenciar o IPBeja para que possa ser um polo de atração de estudantes”.
Maria de Fátima Carvalho não tem dúvidas de que a nova residência dará uma resposta nas dificuldades de alojamento, não só para os estudantes do distrito de Beja, de fora e os que fazem parte da Aliança Heroes, o projeto da Universidade Europeia Heroes, em mobilidade.
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