Rubicon – Uma empresa de 150 trabalhadores com sede em Moura
A Rubicon, com sede em Moura, é uma empresa de Prestação de Serviços e de Trabalho Temporário que opera internacionalmente com especial destaque no concelho de Moura e distrito de Beja. Fundada em 2021 por um indiano Anver Khader que chegou à cidade para trabalhar e que veio juntar-se a outras nacionalidades que por cá …
A Rubicon, com sede em Moura, é uma empresa de Prestação de Serviços e de Trabalho Temporário que opera internacionalmente com especial destaque no concelho de Moura e distrito de Beja. Fundada em 2021 por um indiano Anver Khader que chegou à cidade para trabalhar e que veio juntar-se a outras nacionalidades que por cá estão com a mesma finalidade, ao crescimento da operação juntou-se um mourense, Luís Salgueiro, actual CEO (Director-Geral) da Rubicon.
O empresário trabalhou no Dubai durante alguns anos onde adquiriu experiência no contacto com diversas nacionalidades na área de hotelaria e gestão, sendo agora essa mais-valia aplicada a este contacto e domínio da língua inglesa. Regressou o ano passado e foi convidado pelo sócio para iniciarem juntos esta parceria.

Explicou que o projecto iniciou enquanto “prestador de serviços principalmente nos sectores agrícolas e agroindustriais e desenvolveu-se depois para outras áreas como a instalação de painéis solares e outros quer na nossa região, quer no estrangeiro, onde neste momento já temos operações a decorrer em Espanha e na Alemanha”.
Um dos grandes objectivos da firma é como disse, “colmatar uma necessidade do mercado de mão-de-obra qualificada, especialmente porque hoje em dia as profissões técnicas estão a perder-se”.

A contratação em áreas mais especializadas é praticamente de cerca de 97% proveniente da Índia, o que levou a um crescimento acentuado do negócio sobretudo “nos últimos dois anos dobrou o volume de negócios”, também com a vertente de “exportar este know-how para outros Paises principalmente nas áreas agroindustrial e de paineis solares”.
Além das áreas já referidas, o sector da construção, também com uma demanda exigente, tem sido outra das apostas da Rubicon. “Verificámos que havia uma necessidade premente de haver mão-de-obra qualificada e sem ser qualificada até como assistentes”, referiu o Director-Geral.

Sublinhou que neste momento a prioridade é “atender a pedidos em várias áreas”, sem pôr de lado por exemplo o âmbito das “limpezas florestais e outras que achamos muito importantes serem desenvolvidas no negócio”.
Actualmente, a empresa opera com cerca de 150 trabalhadores e o processo de angariação é realizado dentro da legalidade. “O recrutamento é feito com anúncios e com uma pré-selecção de acordo com as áreas que nos são solicitadas, verificando as qualificações principalmente técnicas. Tentamos encontrar muitas vezes mão-de-obra portuguesa que é um dos nossos objectivos, precisamente aumentar o nosso quadro de mão-de-obra portuguesa e principalmente da região. Achamos muito importante apoiar o concelho e o distrito de Beja para que haja este crescimento e gostávamos muito que as pessoas crescessem connosco nessas áreas”.

Salientou que neste momento esse processo é feito apenas com “pessoas que estão em Portugal, não só estrangeiros, mas portugueses. Felizmente temos capacidade de oferecer condições salariais acima da média e penso que não haverá muitas empresas no concelho a poder fazê-lo. Qualquer um dos nossos funcionários e até de forma a desconstruir a imagem que existe principalmente da mão-de-obra estrangeira, além de estar legalizado, tem todos os direitos como um funcionário português, levando para casa mais de 1000 euros líquidos”.
Por outro lado, “quando falamos de operadores para o estrangeiro, estamos a falar de salários muito atractivos onde nós suportamos custos de alojamento e transporte e as pessoas ainda conseguem auferir salários acima de 2000 euros e 2500 euros líquidos. Como devem calcular, para a empresa é um grande peso só em seguros e em todas as obrigações fiscais, mas procuramos fazer isso para tentar atrair talento e trazer pessoas do nosso meio. Achamos que a multiculturalidade ajuda a desenvolver não só a empresa, mas também a experiência de cada um de nós. Esse é um facto em que apostamos cada vez mais”.

“Estamos neste momento a preparar anúncios com várias ofertas de empregos interessantes quer para Moura, quer para o concelho, quer para outros distritos e lugares nacionais e para o estrangeiro. Com as condições que nós oferecemos, poderemos ser uma empresa que atrai estes talentos”. Um desafio que o empresário e o sócio gostariam que fosse “abraçado” por quem cá vive.
Ainda no processo de recrutamento, a marca conta com o apoio de agências de recrutamento que “trabalham connosco e de um gabinete de advogados a assessorar-nos em tudo o que é contratos e a verificação da legalização. Neste momento conseguimos ter condições de seguros acima de 1 milhão e meio de euros, até pela exigência dos nossos clientes de forma a precaver qualquer risco dos nossos funcionários independentemente da nacionalidade. Quem trabalha connosco não olhamos se é nacional ou não, mas sim que tenha uma vida condigna no nosso país”, contou o empresário.
No investimento efectivado houve a “renovação da frota automóvel”, além das casas onde estão alojados os trabalhadores “serem cuidadas e verificadas semanalmente para que haja condições de alojamento para os estrangeiros e temos muito cuidado com isso”, garantiu. “Sem essas pessoas não conseguimos crescer. É uma parte muito importante, é um princípio do meu sócio que é uma pessoa humanamente incrível e que diz que nós nunca poderemos tirar aos funcionários senão nunca cresceremos. É um pagamento de volta que temos das condições que nós oferecemos através de mais negócio e de mais trabalho e até hoje tem funcionado muito bem”.

Estas preocupações são acompanhadas por horas de formação que são dadas pela Rubicon sobretudo em áreas demasiado técnicas, “falamos por exemplo de soldadores técnicos de operação de maquinaria ou empilhadores” e pelo ensino da língua portuguesa e espanhola. “Também aprendem português nas escolas porque há uma dificuldade clara na comunicação e muitas das vezes é isso que afecta a relação entre os portugueses e as outras nacionalidades. Nós incentivamos a aprenderem português e espanhol. Temos uma equipa em Espanha, onde já quase todos falam a língua o que é fantástico e ajuda muito”.
Além do mercado espanhol e alemão, onde a empresa opera na área dos “paineis solares e da agroindústria”, os sócios querem expandir o negócio para a “Holanda e para a Irlanda, dois dos mercados em que no próximo verão já estaremos a operar”. “Estamos neste momento em negociações e a analisar propostas que nos foram solicitadas para esses mercados tendo em conta sempre as dificuldades que temos de superar a questão legal e documental e a própria burocracia da nossa rede de exportação, neste caso de mão-de-obra de serviços que vamos prestar, que é um pouco morosa. Temos projectos que vão arrancar em julho e já estamos a pedir legalizações e documentações”.

Luís Salgueiro elucidou que a Rubicon já é actualmente “um grupo, com duas empresas: a vertente do Trabalho Temporário e a vertente da Prestação de Serviços e dependendo dos países, teremos que operar de forma diferente, uma delas como subcontratados e a outra com fornecimento de mão-de-obra. Procuramos no futuro e esperemos nos próximos quatro a cinco anos estar em muitos mais países da Europa”, uma aposta da evolução do grupo empresarial.
Contactos:
“A sede da empresa é em Moura no Centro Comercial situado na Praça Sacadura Cabral, na loja 27 e provavelmente vamos continuar ali durante algum tempo, mas a necessidade vai obrigar-nos no futuro a mudar de instalações. Neste momento já temos dois escritórios no local e estamos a equacionar um terceiro pelas dimensões que a empresa está a atingir”.
O Director-Geral concluiu como nota informativa. “Espero que as pessoas entendam que a Rubicon é uma empresa de Moura para pessoas de Moura. Mais do que para pessoas de fora ou estrangeiros, começa sempre com uma prioridade que são as pessoas do concelho e do distrito. Não hesitem em contactar-nos caso necessitem de trabalho porque estamos aqui para ajudar. Estamos de portas abertas diariamente das 9h00 às 18h00 com o contacto +351 285 253 703”. Site rubicon.pt
Em destaque
Páscoa 2026 - Ainda há quem vá para o campo celebrar a segunda-feira
06/04/2026
O mourense Gonçalo Lampreia chegou ao 3º lugar, entre 15 mil participantes, na Corrida Benfica, em Lisboa
14/04/2026
Trail Cidade de Moura 2026 chega aos 400 atletas inscritos
02/04/2026
Agrupamento 314 de Moura vence atividade “Survivor” em Guimarães
13/04/2026