Santa Casa da Misericórdia de Serpa esclarece atraso nos salários dos funcionários
Através de uma nota de imprensa enviada à Planície, a Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, Isabel Estevens, esclareceu as últimas notícias veiculadas em que dava conta do atraso nos salários dos funcionários da instituição.“A Mesa Administrativa confirma a existência de atrasos no pagamento de determinados créditos laborais, nomeadamente o subsídio de Natal …
Através de uma nota de imprensa enviada à Planície, a Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Serpa, Isabel Estevens, esclareceu as últimas notícias veiculadas em que dava conta do atraso nos salários dos funcionários da instituição.
“A Mesa Administrativa confirma a existência de atrasos no pagamento de determinados créditos laborais, nomeadamente o subsídio de Natal de 2024 — já incluído no Processo Especial de Revitalização (PER) em curso — e o subsídio de férias de 2025”.
No comunicado a Provedora elucida que os valores em questão “têm sido objecto de justa preocupação por parte dos trabalhadores e foram referidos na manifestação realizada no passado dia 28 de julho, junto ao Lar de São Francisco, convocada pelo sindicato que os representa”.
No entanto, a Mesa Administrativa “não se revê no conteúdo em que inverdades e imprecisões dão origem a outro tipo de interpretações que não são as verdadeiramente existentes, sendo que nunca se comprometeu com datas sabendo que não estavam criadas as condições para tal”.
Isabel Estevens reconhece que a instituição “atravessa uma situação financeira particularmente difícil, agravada pelo atraso no início da actividade cirúrgica na Unidade Médico Cirúrgica e que, à data, se encontra suspensa na sequência do termo do Acordo de Gestão em Parceria com a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) desde dezembro de 2024”, com uma parceria que não se concretizou no que diz respeito à gestão da área da saúde da parte da UMP.
“A situação reveste-se de especial gravidade, tendo em conta que o edifício se encontra concluído, totalmente equipado e com capacidade instalada para responder às significativas carências assistenciais da região e até do país”, explicou.
A nota refere que em dezembro de 2024, a União das Misericórdias Portuguesas comunicou a decisão de resolver o Acordo de Gestão em Parceria relativo ao Hospital de São Paulo, “apresentando como alternativa a proposta de entrada da Santa Casa num Processo Especial de Revitalização (PER), como via para enfrentar o agravamento da sua situação financeira”.
Para já “a situação mantém-se indefinida, motivo pelo qual a Mesa Administrativa considerou essencial que todas as entidades com responsabilidade partilhada neste processo fossem inteiramente informadas sobre os seus contornos, o que tem acontecido”, esclarece.
A administração reforçou que “tem plena consciência do impacto profundamente negativo que a situação económico-financeira da Santa Casa da Misericórdia de Serpa atravessa tem tido na vida pessoal, familiar e profissional dos seus trabalhadores, o que lamenta profundamente”.
Faz referência aos esforços e contactos que têm vindo a ser feitos “com diversas entidades com vista à obtenção de apoio e criação de condições que permitam regularizar os pagamentos em atraso” e que tem mantido o diálogo com “os representantes dos trabalhadores, com o objectivo de encontrar uma solução concertada para a regularização da situação”.
Na esperança de ver a situação resolvida, Isabel Estevens sublinha que a instituição “atravessa uma fase crítica, mas não irreversível”.
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