Com as temperaturas elevadas, é fundamental adoptar medidas de protecção para garantir o bem-estar, sobretudo dos idosos, que estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor. Uma das questões que merece atenção redobrada nesta altura do ano é a aparente ligação entre a exposição solar em dias de muito calor e o desenvolvimento …

Com as temperaturas elevadas, é fundamental adoptar medidas de protecção para garantir o bem-estar, sobretudo dos idosos, que estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor. Uma das questões que merece atenção redobrada nesta altura do ano é a aparente ligação entre a exposição solar em dias de muito calor e o desenvolvimento de “Zona”, vulgarmente também designado como “cobrão”.

O presidente da Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia, Manuel Carrageta, explica num artigo enviado à Planície que, “é conhecido que durante o verão aumentam os casos de “Zona”. Embora a ciência ainda não tenha clarificado completamente os mecanismos desta relação, sabe-se que a exposição solar excessiva e a radiação ultravioleta, podem enfraquecer o sistema imunitário. Em pessoas mais velhas, cuja imunidade já tende a ser mais frágil, este enfraquecimento pode facilitar a reactivação do vírus varicela zoster, que permanece adormecido no organismo desde a infância”. Além disso, a conjugação de factores como o calor extremo, a desidratação e o stress físico causados pelas altas temperaturas são também factores que podem contribuir para uma maior vulnerabilidade do organismo, tornando os idosos mais susceptíveis a várias doenças, incluindo a “Zona”.

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Por isso, é especialmente importante adoptar cuidados simples, mas eficazes, durante os dias mais quentes. “Evitar a exposição solar nas horas de maior calor (entre as 11h e as 17h), usar protector solar com factor de protecção elevado, manter uma boa hidratação ao longo do dia, bebendo água mesmo não tendo sede, procurar locais frescos e com sombra e utilizar roupas leves e respiráveis”.

Estes são cuidados básicos que todas as pessoas idosas devem ter, mas que são, particularmente, fundamentais em pessoas que já tiveram episódios desta doença.

“A “Zona” afecta com mais frequência pessoas com mais de 50 anos ou indivíduos com o sistema imunitário comprometido. Para estes grupos, é aconselhável consultar o médico sobre opções de prevenção, como a vacina contra a “Zona”, actualmente disponível e eficaz na redução do risco de desenvolvimento da doença e na atenuação dos seus sintomas e complicações.”

Conhecer e estar atento aos primeiros sinais da doença, como dor, comichão e borbulhas localizadas, é também importante, para o início precoce do tratamento, que deve ocorrer, idealmente, nas primeiras 72 horas, podendo, assim, reduzir significativamente a duração e gravidade da doença.