A Comissão Concelhia de Serpa do Partido Comunista Português (PCP) tomou conhecimento que o Serviço de Urgência do Hospital de São Paulo esteve encerrado nos dias 9 e 12 de dezembro e vai continuar fechado a 24, 25 e 31 deste mês e a 1 de janeiro de 2026. O motivo prende-se com a “indisponibilidade …

A Comissão Concelhia de Serpa do Partido Comunista Português (PCP) tomou conhecimento que o Serviço de Urgência do Hospital de São Paulo esteve encerrado nos dias 9 e 12 de dezembro e vai continuar fechado a 24, 25 e 31 deste mês e a 1 de janeiro de 2026. O motivo prende-se com a “indisponibilidade de recursos humanos”, como é referido no comunicado da Misericórdia de Serpa, aponta o PCP.

Os comunistas vêm denunciar esta situação que consideram ser “profundamente negativa para as populações do concelho e como resultado de uma política que pretende destruir o SNS e entregar os cuidados de saúde aos grupos privados do negócio da doença”.
O PCP alerta que estas datas coincidem “com um período sensível do ano, em que o frio e o aumento de doenças respiratórias levam mais pessoas a utilizar serviços de urgência médica. Fechar uma unidade hospitalar seria sempre incompreensível e é, nestes dias, intolerável”.
Para a Concelhia de Serpa do Partido Comunista Português a situação “não é pontual nem acidental. É o resultado de um processo antigo de entrega do Hospital de São Paulo a interesses privados, que conduziu à sua degradação e à perda de capacidade de resposta e ao abandono das populações que dela depende”.

Relembram o serviço que anteriormente existiu. “Onde antes existia um serviço público orientado pelo interesse geral, encontramos hoje um modelo fragilizado, dependente de lógicas de mercado e incapaz de garantir continuidade de cuidados”.
O “desinvestimento” e as “sucessivas promessas de recuperação, baseadas em manter na esfera privada o Hospital de Serpa”, é o resultado de “um bloco fechado, uma urgência em serviços mínimos e consultas externas praticamente inexistentes”, reforçam os comunistas e reafirmam que a única solução para este problema “é a devolução deste hospital ao SNS”, proposta sugerida pelo partido no âmbito do Orçamento do Estado para 2026.