A União de Sindicatos do distrito de Beja realiza esta terça-feira, dia 21, pelas 10h00, na Casa da Cultura em Beja, um Plenário Sindical com delegados, dirigentes e ativistas sindicais. Nessa iniciativa será debatida a situação político-social do país e do distrito, as alterações propostas pelo Governo à legislação laboral, bem como o desenvolvimento da …

A União de Sindicatos do distrito de Beja realiza esta terça-feira, dia 21, pelas 10h00, na Casa da Cultura em Beja, um Plenário Sindical com delegados, dirigentes e ativistas sindicais. Nessa iniciativa será debatida a situação político-social do país e do distrito, as alterações propostas pelo Governo à legislação laboral, bem como o desenvolvimento da luta reivindicativa e o envolvimento dos trabalhadores numa ação geral nas empresas e nas ruas.

Pelas 12.30 os participantes no Plenário, irão realizar um desfile que culminará nas Portas de Mértola, onde será feita uma intervenção pelo Secretário-Geral da CGTP-IN- Tiago Oliveira.
Maria da Fé Carvalho da direção da União de Sindicatos de Beja disse à Planície que o novo pacote laboral introduz normas “extremamente gravosas” à legislação que já existe e é quase um retornar “à legislação do século XIX”. “Estas medidas sendo tão gravosas, temos de as combater e é por isso que hoje estamos reunidos”.

Destacam-se a precariedade laboral que passa “a ser a norma na vida todos, nomeadamente dos jovens trabalhadores; a questão dos horários em que deixa de haver horas para a vida pessoal, ou seja, está na mão do patrão definir as horas que o trabalhador trabalhe e mais horas sem receber e a questão dos despedimentos facilitados”, entre outras medidas.
Está ainda prevista a campanha nacional de recolha de assinaturas dos trabalhadores e das populações, num abaixo-assinado dirigido ao Primeiro-Ministro, Luís Montenegro e a mobilização para a Marcha Nacional Contra o Pacote Laboral – Todos a Lisboa! no dia 8 de novembro. O protesto pretende mostrar a indignação e a rejeição do pacote laboral, onde será exigido mais salário e direitos, contra o aumento do custo de vida, em defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado e de uma vida melhor.