O vírus da língua azul, que já provocou a morte de mais de 37 mil ovinos, está novamente a registar uma elevada incidência de casos, sobretudo na sub-região do Campo Branco, no Baixo Alentejo, segundo dados da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV). A ACOS – Associação de Agricultores do Sul, João Madeira, manifestou “a …

O vírus da língua azul, que já provocou a morte de mais de 37 mil ovinos, está novamente a registar uma elevada incidência de casos, sobretudo na sub-região do Campo Branco, no Baixo Alentejo, segundo dados da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

A ACOS – Associação de Agricultores do Sul, João Madeira, manifestou “a preocupação que esta situação está a gerar” e salienta que “a zona do Campo Branco está a ser particularmente afetada, com a particularidade de a doença surgir em efetivos que já foram vacinados”.

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) recorda que o surto de língua azul de 2024 causou prejuízos superiores a seis milhões de euros, denunciando que, na altura, “não houve capacidade para proceder à recolha dos animais mortos devido à doença”.
De acordo com Nuno Faustino, produtor associado à CAP, os concelhos de Almodôvar e Ourique são atualmente os mais afetados pela propagação do vírus.

A língua azul é uma doença vírica não contagiosa, transmitida por mosquitos do género Culicoides, que afeta ruminantes, sobretudo ovinos, provocando febre, inflamações e, em casos graves, a morte dos animais.