O Ministro da Defesa, Nuno Melo, anunciou esta quarta-feira a mudança de sítio do Campo de Tiro da Força Aérea em Alcochete para Alter do Chão, no distrito de Portalegre, sem ser detalhado o local exato. A decisão foi definida com a autarquia deste concelho e acontece devido à construção do novo Aeroporto Luís de …

O Ministro da Defesa, Nuno Melo, anunciou esta quarta-feira a mudança de sítio do Campo de Tiro da Força Aérea em Alcochete para Alter do Chão, no distrito de Portalegre, sem ser detalhado o local exato. A decisão foi definida com a autarquia deste concelho e acontece devido à construção do novo Aeroporto Luís de Camões, em Alcochete.

A nova localização irá ocupar uma área de 7500 hectares e implicará a mudança de perto de 200 militares e respetivas famílias para as novas instalações, o que representa segundo o ministro, uma oportunidade de desenvolvimento para o concelho com cerca de três mil habitantes.
Nuno Melo considerou que este processo contribuirá para “dinamizar o comércio e os serviços, tendo filhos e outros elementos do agregado a estudar nas escolas, a trabalhar na região”.
O ministro salientou ainda que esta opção é agora “um passo fundamental para que se proceda à desmilitarização dos terrenos”, onde será construído o novo aeroporto.
Sem adiantar o valor do investimento, nem prazos, o governante antecipou apenas que serão “os mais curtos dentro das previsões legais” e que houve um entendimento entre o Governo e a Câmara Municipal de Alter do Chão.

A ANA Aeroportos prevê a abertura da nova infraestrutura aeroportuária de Lisboa em meados de 2037 e estima que a obra custe 8,5 mil milhões de euros.
Mértola deixa assim de ser opção para a construção do novo aeroporto, um dos assuntos que tomou conta da última reunião da CIMBAL, em Beja, no passado dia 9 de março. O Conselho Intermunicipal deliberou avançar com uma exposição ao Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo e ao Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, João Cartaxo Alves, sobre o assunto, mas que fica agora sem efeito.
Neste caso, a autarquia de Mértola nunca foi a favor deste investimento por considerar existirem “impactos extremamente negativos na proteção da biodiversidade, do tecido económico e na qualidade de vida dos habitantes”.