No primeiro trimestre de 2026, os distritos de Bragança e Portalegre registaram os valores mais baixos de natalidade em Portugal, com 137 e 139 testes realizados, respetivamente. No Alentejo, a tendência de baixa densidade manteve-se acentuada: Beja contabilizou 278 recém-nascidos e Évora 281.

Estes números colocam a região, a par de distritos como Vila Real e Castelo Branco, no patamar inferior da escala nacional de nascimentos, refletindo o contínuo envelhecimento populacional e a desertificação do interior.

Em sentido inverso, os grandes centros urbanos concentraram o maior volume de rastreios neonatais. Lisboa liderou com 6.594 exames, seguida pelo Porto (3.903) e Setúbal (1.797). Outros distritos, como Braga, Faro e Aveiro, também apresentaram valores elevados.

No total, foram abrangidos 21.813 bebés pelo Programa Nacional de Rastreio Neonatal nos primeiros três meses do ano.

Este resultado representa o valor mais alto da última década para um primeiro trimestre, superando em 1.031 o número de bebés registados no mesmo período de 2025. O crescimento consolida a tendência ascendente observada no último ano, com o mês de janeiro a destacar-se como o mais ativo.

Desde 1979, este programa de saúde pública já permitiu rastrear mais de quatro milhões de recém-nascidos em Portugal.