XVII OlivoMoura destaca workshop de Agricultura Regenerativa no concelho
A um dia de inaugurar a XVII OlivoMoura – Feira Nacional de Olivicultura, a Planície dá-lhe a conhecer algumas das novidades inseridas no programa para a edição de 7 a 10 de maio, nomeadamente no dia 8 de maio, sexta-feira. Pelas 18h00, na sala 1 da Escola Profissional de Moura, realiza-se o workshop “Agricultura Regenerativa no Concelho de Moura”, organizado em parceria entre a autarquia e a AJAM – Associação de Agricultores de Moura. Afinal, que conceito é este? Qual é o seu objetivo? E quais os benefícios do solo a longo prazo na agricultura extensiva?
António Miguel Rosado, presidente da AJAM, adiantou que a finalidade desta prática, é a regeneração do solo onde a agricultura acontece e por ser um recurso muito utilizado, “vai ficando muito empobrecido”, mas estas novas práticas “intensivas e superintensivas já não degradam tanto a qualidade do solo na medida em que são sustentadas por muita fertilização”.
O presidente do organismo explicou que este conceito de agricultura regenerativa dirige-se sobretudo à agricultura extensiva, a “que depende dos fatores atmosféricos. Por isso, sendo o solo um recurso importante, esta agricultura trata de fomentar a conservação do solo, através de práticas simples agrícolas, e os resultados podem-se verificar ao fim de poucos anos”.
A ideia deste workshop é “desmistificar” o assunto através de dois oradores convidados da AJAM, agricultores da região, Francisco Garcia e José Sinfrónio, que praticam este tipo de agricultura.
“Vão explicar do que consta, o que é que se deve fazer e os resultados que eles já têm obtidos, sendo que, numa segunda fase, vamos fazer um dia de campo onde os agricultores interessados, estão convidados para ir ver ‘in loco’, os resultados desta prática agrícola”.
António Miguel Rosado não escondeu uma preocupação comum a tantos agricultores da região que praticam agricultura extensiva.
“Estamos no século XXI com a agricultura intensiva e superintensiva e as práticas de sequeiro estão completamente à mercê, porque o abandono é tal que é preciso ter uma grande resiliência para a pessoa se manter aqui, continuar a fazer agricultura nestas condições. Sendo esta uma prática ambientalista, corta-nos as ‘vasas’ e não posso deixar de referir, como sempre, a questão da Rede Natura 2000, que até hoje nunca nos trouxe um único proveito e continua a impedir que se faça agricultura em condições”.
A solução não passa só por estes ‘novos’ métodos de cultivo, como explicou.
“Não estou a dizer que tem que ser tudo superintensivo e intensivo, mas tem de se dar atenção à agricultura do extensivo, sob pena do abandono das terras aumentar e não se poder fazer nada num recurso tão importante como é a terra que temos aqui na zona, sobretudo de Santo Amador e Safara, bons solos que estão completamente ao abandono por falta de oportunidades para se fazer agricultura em condições”, palavras do gestor agrícola em entrevista à Planície.
O workshop “Agricultura Regenerativa no Concelho de Moura” acontece dia 8 de maio, na Escola Profissional de Moura, pelas 18h00. Está integrado na XVII OlivoMoura – Feira Nacional de Olivicultura.
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